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MADRID 4 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações com o Irã para tentar chegar a um acordo estão indo “muito bem”, após indicar a existência de “contatos muito positivos” com vistas a um pacto que ponha fim ao conflito no Oriente Médio, desencadeado pela ofensiva lançada em 28 de fevereiro por Israel e pelos Estados Unidos contra o país asiático.
Trump respondeu brevemente a uma pergunta dos jornalistas ao sair do “Air Force One” em Washington sobre o andamento das conversas: “Estão indo muito bem”, afirmou, sem dar mais detalhes nem parar para responder a outras perguntas.
Horas antes, o inquilino da Casa Branca havia enfatizado que os representantes americanos mantêm “contatos muito positivos” com o Irã, antes de destacar que “esses contatos poderiam trazer algo muito positivo para todos”. “Acredito que ainda há muito a ser feito para demonstrar boa vontade por parte de todos aqueles que há tantos meses lutam tão intensamente”, concluiu.
As declarações foram acompanhadas pelo anúncio de uma iniciativa “humanitária” a partir desta segunda-feira para facilitar a saída dos navios retidos no Golfo Pérsico devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, uma medida que já recebeu duras críticas por parte das autoridades iranianas.
As autoridades iranianas anunciaram em 17 de abril que estavam encerrando suas restrições ao tráfego na zona, após a confirmação, um dia antes, de um cessar-fogo temporário no Líbano, embora tenham garantido que as reimporiam depois que Trump afirmou em resposta — após aplaudir a medida de Teerã — que as forças americanas manteriam o bloqueio à via.
O próprio Trump anunciou posteriormente a extensão do cessar-fogo temporário alcançado em 8 de abril após um pedido do Paquistão, que está mediando o processo diplomático, embora tenha insistido que o bloqueio continuará em vigor. O bloqueio e a recente abordagem e apreensão de navios iranianos na zona têm sido um dos motivos invocados por Teerã para não comparecer a Islamabad, uma vez que considera que essas ações constituem uma violação do cessar-fogo que impede o processo de diálogo.
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