Publicado 23/07/2026 09:41

Trump afirma que o acordo de cooperação nuclear com Riade está condicionado ao apoio aos Acordos de Abraão

Ele defende que o acordo “não prevê o enriquecimento” de nenhum tipo de material por parte da Arábia Saudita

Archivo - Arquivo - O presidente dos EUA, Donald Trump.
Julien Mattia/Le Pictorium via Z / DPA - Arquivo

MADRID, 23 jul. (EUROPA PRESS) -

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira que o histórico acordo de cooperação nuclear firmado com as autoridades sauditas está “sujeito” aos Acordos de Abraão, pactos mediados por Washington para normalizar as relações entre Israel e vários países árabes, entre os quais os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein.

“O acordo nuclear civil entre o Departamento de Energia dos Estados Unidos e a Arábia Saudita, que afetará exclusivamente o uso não militar dessa energia (...) será aprovado, mas estará totalmente condicionado à adesão da Arábia Saudita aos respeitados e bem-sucedidos Acordos de Abraão”, indicou Trump em uma mensagem divulgada nas redes sociais, na qual esclareceu que esse pacto “não prevê o enriquecimento” de nenhum material por parte de Riade.

Assim, o chefe da Casa Branca defendeu que os Estados Unidos “não se opõem às instalações nucleares civis (que não tenham como objetivo o enriquecimento de material)”.

O governo do ex-presidente norte-americano Joe Biden havia condicionado, na época, a cooperação nuclear com a Arábia Saudita ao reconhecimento de Israel por parte deste país, embora vozes críticas ao presidente Trump apontem agora que essa condição havia sido retirada da mesa.

Os Acordos de Abraão referem-se aos pactos de normalização das relações entre Israel, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Marrocos e Sudão — embora este último ainda não os tenha ratificado. Todos esses países se somaram, durante o primeiro mandato de Trump, aos acordos de paz que Israel já havia assinado com outros países árabes, como a Jordânia ou o Egito.

O acordo foi assinado ontem pelo secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, e seu homólogo saudita, Abdulaziz bin Salmán, e facilitará o acesso de empresas americanas ao programa de energia nuclear da Arábia Saudita, o que “beneficiará a indústria, os trabalhadores e as cadeias de suprimentos dos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que ajudará a atender às necessidades energéticas sauditas”.

Conforme detalhado pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos, o acordo — que agora deverá ser analisado pelo Congresso — “estabelece as bases legais para uma parceria multimilionária que durará décadas e promoverá vários objetivos econômicos e estratégicos prioritários, incluindo a não proliferação nuclear”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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