Publicado 01/07/2026 23:11

Trump adverte que não permitirá que a China “assuma o controle” do Canal do Panamá

Archivo - Arquivo - O ex-presidente dos EUA e candidato à Casa Branca, Donald Trump (arquivo)
Daniel Heuer/ZUMA Press Wire/dpa - Arquivo

MADRID 2 jul. (EUROPA PRESS) -

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que a China “está tentando” assumir o controle do Canal do Panamá, ao mesmo tempo em que advertiu que seu governo não permitirá que isso aconteça.

Depois de afirmar que Washington “cedeu” o controle dessa via estratégica de 82 quilômetros de extensão que atravessa o istmo panamenho — conectando o Mar do Caribe ao Oceano Pacífico — e pela qual passam cerca de 6% do comércio mundial, o presidente norte-americano garantiu que não permitirá que a gigante asiática assuma o controle.

“Agora a China está tentando assumir o controle do Canal do Panamá. Não vamos permitir que isso aconteça”, insistiu o morador da Casa Branca, em Dakota do Norte.

Nessa linha, reivindicando o canal como “o mais caro” que os Estados Unidos já “construíram” — embora a construção inicial tenha sido obra da França, a conclusão tenha ficado a cargo dos Estados Unidos —, Trump lembrou que, após a transferência do controle para as autoridades panamenhas em 1999, “a primeira coisa que fizeram foi quadruplicar as tarifas para os navios”, aumentando-as depois “mais duas vezes”.

“A única coisa que fizeram foi ganhar quantias astronômicas de dinheiro durante anos e anos”, destacou o magnata republicano durante sua intervenção diante das câmeras.

Vale lembrar que já em janeiro de 2025, Donald Trump aludiu à possibilidade de recorrer ao Exército dos Estados Unidos para controlar o referido canal. De fato, meses depois, a embaixada da China no Panamá exortou os Estados Unidos a “refletir profundamente” sobre sua “atitude tão intimidadora quanto abusiva e seus atos de espoliação contra o Panamá e outros países em desenvolvimento da América Latina e do Caribe”.

Em seguida, a representação asiática instou Washington a “cessar suas calúnias contra a China” e a “em vez de lançar difamações contrárias à realidade e semear discórdia por toda parte, concentrar seus esforços em trazer benefícios para a população local”.

Nessa linha, a representação diplomática chinesa lembrou que, embora os Estados Unidos “repetam até a exaustão a ‘interferência e influência chinesas’ sobre essa passagem”, foi em 1989 que “o canal foi interrompido, precisamente, pela invasão norte-americana”.

“A China nunca participou da gestão nem da operação do Canal do Panamá, nem interferiu nos assuntos do canal”, indicou a representação diplomática na época em um comunicado, acrescentando que “a parte chinesa sempre respeitou a soberania do Panamá sobre o canal (que) reconhece como uma via aquática de trânsito internacional permanente e neutra”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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