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MADRID, 15 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no sábado o início de uma "ação militar decidida e decisiva" contra a insurgência houthi no Iêmen, em represália à sua campanha de ataques contra a navegação no Mar Vermelho, e cujo pano de fundo é, em última instância, uma séria advertência ao Irã, a grande potência que apoia os milicianos iemenitas.
"Hoje eu ordenei que as Forças Armadas dos Estados Unidos tomem uma ação militar decisiva e firme contra os terroristas houthi no Iêmen, que empreenderam uma campanha implacável de pirataria, violência e terrorismo contra navios, aeronaves e drones americanos e não americanos", anunciou Trump em sua conta na plataforma social Truth.
Fontes locais do Iêmen confirmaram à rede pan-árabe Al Arabiya pelo menos cinco explosões na capital do país, Sana'a, que é controlada pelo movimento insurgente há mais de uma década.
De acordo com essas fontes, as explosões destruíram um quartel-general do movimento no bairro de Al Jarf e também atingiram a área em torno do aeroporto no norte da capital. Ao mesmo tempo, fontes de segurança dos EUA disseram ao The New York Times que os bombardeios serão dirigidos contra "dezenas de alvos" sob o controle da insurgência.
"Usaremos força letal esmagadora até atingirmos nosso objetivo", alertou o presidente em sua mensagem.
"Os houthis bloquearam a navegação em uma das vias navegáveis mais importantes do mundo, paralisando vastas áreas do comércio global e atacando o princípio fundamental da liberdade de navegação do qual depende o comércio internacional.
"A todos os terroristas houthis: seu tempo acabou e vocês devem parar os ataques agora, ou então o inferno cairá sobre vocês como vocês nunca viram", reiterou Trump.
UM AVISO AO IRÃ
Parte da mensagem de Trump foi dirigida às autoridades iranianas, os grandes patrocinadores internacionais da insurgência iemenita. "Seu apoio aos terroristas houthis deve cessar imediatamente", disse Trump, antes de exigir que o governo iraniano "pare de ameaçar o povo americano, seu presidente e as rotas marítimas do mundo".
"Ao fazerem isso, tomem cuidado, pois os Estados Unidos os responsabilizarão e não seremos gentis com isso", advertiu Trump, que há dias vinha alertando as autoridades iranianas para que retomassem as negociações sobre seu programa nuclear. As fontes do New York Times confirmaram que grande parte das intenções dessa ofensiva é, de fato, um aviso ao establishment clerical iraniano.
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