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MADRID 5 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que o Estreito de Ormuz, localizado no centro do foco de tensões da guerra no Oriente Médio, será aberto “muito em breve” ou o Irã receberá “um golpe muito duro” e, nesse caso, o estreito também será aberto.
“O estreito vai se abrir muito em breve, ou eles receberão um golpe muito duro, e, então, o estreito será aberto”, afirmou o presidente em entrevista à rede Fox logo após ter sugerido que, ainda nesta terça-feira, o enclave estratégico que liga os golfos Pérsico e de Omã poderia estar aberto.
Dessa forma, o chefe da Casa Branca ameaçou dizendo que “se eles recuarem novamente, vão levar uma boa”. “Eles sabem disso, entendem isso. Não tenho outra opção. Eles não podem ter uma arma nuclear, é muito simples”, afirmou ele, associando a passagem pelo estreito estratégico ao programa nuclear iraniano.
Em seguida, o magnata republicano voltou a se gabar de que, quando os Estados Unidos se preparavam para lançar um “ataque tremendo” — a ponto de, segundo ele, ser “o maior desde a Segunda Guerra Mundial” —, a República Islâmica ligou para ele pedindo para conversar, após o que ele teria suspendido esses supostos bombardeios.
“Estávamos caminhando para um ataque tremendo, o maior desde a Segunda Guerra Mundial, e eles me ligaram e disseram, muito educadamente: ‘Por favor, podemos conversar? Podemos conversar?’. Eles não queriam. E eu respondi: ‘Sim, podemos conversar. Vamos resolver isso de uma vez por todas’”, contou o ocupante da Casa Branca.
Suas palavras chegam em um momento em que seu governo manifestou confiança em chegar a um acordo ainda esta semana, embora o Irã tenha se limitado a descrever como “positivas” as conversas com as autoridades de Omã — país situado do outro lado do estreito de Ormuz — sobre a gestão do tráfego na região.
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