Publicado 05/04/2026 11:17

Trump admite ter enviado armas aos manifestantes iranianos durante os protestos no início do ano

Archivo - Arquivo - 9 de janeiro de 2026, Irã, Karaj: Iranianos se reúnem enquanto bloqueiam uma rua durante um protesto em Karaj, em resposta ao agravamento das condições econômicas. Foto: -/ZUMA Press Wire/dpa
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MADRID 5 abr. (EUROPA PRESS) -

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu neste domingo que seu governo enviou armas aos manifestantes da oposição iraniana durante os violentos protestos do início do ano, na esperança de fomentar uma revolta contra o clero do país.

Os protestos começaram no final do ano, quando manifestações iniciais contra a situação econômica do país começaram a ganhar força até se transformarem em uma revolta generalizada contra as autoridades.

O governo iraniano, que inicialmente tolerou as marchas iniciais por entender que as queixas da população eram perfeitamente legítimas, acabou recorrendo à força para reprimir os protestos, que passou a descrever como uma mobilização artificial incentivada pelos Estados Unidos e por Israel contra a autoridade dos aiatolás.

De qualquer forma, o resultado foi um enorme derramamento de sangue: fontes oficiais iranianas chegaram a confirmar mais de 3.000 mortos, enquanto os Estados Unidos afirmam que os números reais chegam a dezenas de milhares.

Nesse contexto, Trump declarou à rede Fox News que, em determinado momento, ordenou o envio de armamento aos manifestantes por meio da oposição curdo-iraniana no oeste do país. “Um monte de armas que enviamos por meio dos curdos”, afirmou o presidente dos Estados Unidos, em uma decisão que acabou sendo infrutífera.

Neste momento, o presidente suspeita que foi enganado pelos próprios curdos. “Acho que eles ficaram com as armas”, declarou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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