Publicado 13/03/2025 03:17

Tropas russas informam Putin sobre o "início da fase final" da contraofensiva de Kursk

Archivo - Arquivo - Presidente russo Vladimir Putin (arquivo)
-/Kremlin/dpa - Arquivo

MADRID 13 mar. (EUROPA PRESS) -

O Kremlin confirmou nesta segunda-feira que as tropas russas informaram ao presidente russo, Vladimir Putin, o "início da etapa final" da contraofensiva na região de Kursk, que desde agosto de 2024 é alvo de uma ofensiva militar lançada pela Ucrânia e que até agora tem servido como moeda de troca para Kiev em possíveis negociações.

O porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, explicou que "Putin ouviu relatos do comandante e do vice-comandante" em Kursk "sobre o progresso da operação, bem como o início da fase final da operação para libertar o território dos militantes que se entrincheiraram ali", segundo a agência de notícias Interfax.

Putin visitou uma base militar na região de Kursk no dia anterior, onde se reuniu com o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas russas, Valeri Gerashimov. De lá, ele agradeceu às divisões que participaram da contraofensiva, na qual mais de 67.000 militares ucranianos foram mortos. De acordo com ele, o objetivo agora é expulsar completamente as tropas ucranianas.

O chefe de Estado russo enfatizou a necessidade de implementar uma "zona de segurança ao longo da fronteira" e advertiu que tanto os ucranianos quanto os "mercenários estrangeiros" seriam tratados como terroristas, já que Moscou considera terrorista qualquer pessoa que se oponha às leis russas, às ordens do exército e àqueles que cometem crimes.

As forças armadas ucranianas lançaram uma ofensiva contra a região de Kursk no início de agosto de 2024 com o objetivo de contra-atacar Moscou em meio à guerra lançada por Putin em fevereiro de 2022. Kiev passou a controlar cerca de 1.200 quilômetros quadrados e mais de cem localidades.

A Rússia teve de desviar sua atenção da linha de frente em território ucraniano para expulsar as tropas inimigas que haviam se instalado em suas terras. Isso fez com que a guerra na Ucrânia entrasse em um período de impasse, com as frentes praticamente inalteradas e nenhuma negociação de paz à vista.

Entretanto, essa última questão mudou com o retorno de Donald Trump à presidência dos EUA. O magnata havia prometido resolver a guerra com apenas um telefonema e, embora isso ainda não tenha acontecido, a Ucrânia aceitou uma proposta de cessar-fogo temporário que agora precisa receber o "sinal verde" da Rússia.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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