Publicado 29/07/2026 16:40

Tribunal russo condena jornalista a 12 anos de prisão por traição

RÚSSIA, BALTIYSK – 26 DE JULHO DE 2026: Um oficial da Marinha Russa com a bandeira nacional russa durante um evento em comemoração ao Dia da Marinha Russa
Europa Press/Contacto/Alexander Melekhov

MADRID 29 jul. (EUROPA PRESS) -

Um tribunal da capital russa, Moscou, condenou a jornalista Darya Shipacheva a 12 anos de prisão após ela ter sido declarada culpada de traição, uma acusação utilizada pelas autoridades russas para julgar opositores, ativistas e repórteres.

“O tribunal condenou Shipacheva a 12 anos de prisão em uma colônia penal de regime geral e a uma multa de 300.000 rublos (3.280 euros)”, informaram fontes do processo à agência de notícias Interfax, que detalhou que o julgamento foi realizado a portas fechadas.

O juiz também ordenou a confiscação de um milhão e meio de rublos (16.400 euros) da jornalista, uma medida comumente utilizada em processos criminais relacionados ao financiamento de atividades criminosas, embora os motivos exatos da condenação sejam desconhecidos.

A jornalista, que se declarou culpada e colaborou com a investigação contra ela, foi condenada à pena mínima pelo crime de traição, previsto no artigo 275 do Código Penal, conforme informou o portal de notícias da oposição Meduza.

Shipacheva — que escrevia para veículos de comunicação como o grupo russo RBC ou a Forbes — foi presa em sua residência em abril de 2025, em Moscou, e transferida para a região de Rostov-do-Don, onde chegou a um acordo com os investigadores.

Os tribunais da Rússia proferiram diversas sentenças contra pessoas acusadas de traição por supostamente colaborarem com a Ucrânia e realizarem ou planejarem diversos atos de sabotagem desde o início da invasão do país vizinho, desencadeada em fevereiro de 2022 por ordem do presidente russo, Vladimir Putin.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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