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MADRID 6 abr. (EUROPA PRESS) -
Um tribunal russo condenou nesta segunda-feira o ex-governador da região de Kursk, Alexei Smirnov, a 14 anos de prisão e a uma pena de inelegibilidade para cargos públicos de 10 anos por um caso de corrupção relacionado à construção de fortificações defensivas ao longo da fronteira com a Ucrânia.
O tribunal do distrito de Leninsky, em Kursk, declarou Smirnov culpado de duas acusações de suborno nos termos do artigo 290 do Código Penal russo e determinou que ele terá de pagar uma multa de 400 milhões de rublos (4 milhões de euros), informou a agência de notícias Interfax.
A Justiça também ordenou que Smirnov, que se declarou culpado de suborno, pagasse ao Estado mais de 20,9 milhões de rublos (225 mil euros) pelos fundos perdidos. O Ministério Público havia solicitado uma pena de 15 anos de prisão contra ele.
Segundo a acusação, tanto Smirnov quanto o ex-vice-governador Alexei Dedov receberam essa quantia de várias empresas pela adjudicação de contratos para construir fortificações defensivas no âmbito da ofensiva militar lançada pela Ucrânia em agosto de 2025, como parte da guerra iniciada pelo presidente russo, Vladimir Putin, em fevereiro de 2022.
Kiev chegou a controlar cerca de 1.200 quilômetros quadrados e mais de uma centena de localidades. A Rússia teve então que desviar sua atenção da frente no território ucraniano para expulsar as tropas inimigas que se instalavam em suas terras.
Isso fez com que a guerra na Ucrânia entrasse em um período de estagnação, com as frentes praticamente inalteradas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu, ao chegar à Casa Branca, que poria fim à guerra com apenas um telefonema, embora as negociações de paz não tenham dado frutos até agora.
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