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MADRID 8 set. (EUROPA PRESS) -
Um tribunal do Equador rejeitou o habeas corpus apresentado pelo ex-presidente Abdalá Bucaram (1996-1997) e manteve em vigor o mandado de prisão emitido contra ele, após ele não ter comparecido pela sexta vez à audiência para ouvir a sentença por um suposto crime de crime organizado,
O Tribunal Provincial de Justiça de Guayas rejeitou, assim, o recurso apresentado por María Rosa Pulley, esposa do ex-presidente, que permanece internado em um hospital de Guayaquil após sofrer problemas cardíacos, conforme informou o jornal equatoriano “El Telégrafo”.
O mandado de prisão foi emitido em 3 de setembro por um tribunal equatoriano depois que Bucaram não compareceu a uma nova audiência no processo contra ele. Desde então, as forças de segurança permanecem mobilizadas ao redor do centro médico onde ele está internado.
A decisão foi tomada depois que não foi possível remarcar a audiência do julgamento para proferir a sentença no caso “Testes de COVID-19”, no qual o Ministério Público acusa o ex-dirigente, seu filho e mais duas pessoas de “colaborarem, entre março e agosto de 2020, com uma estrutura criminosa que obteve benefícios econômicos com a comercialização de 21 mil testes para a detecção da COVID-19 e outros suprimentos médicos, durante a emergência sanitária”.
A família de Bucaram anunciou, em 26 de agosto, primeira data do referido processo, que o ex-governador havia sido internado de emergência para uma cirurgia cardíaca e, embora tenha recebido alta dias depois, voltou a ser internado em outro hospital em 31 de setembro, quando os procedimentos seriam retomados, situação que se repetiu em 6 de setembro.
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