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MADRID 29 jun. (EUROPA PRESS) -
Um tribunal de Orenburg, cidade localizada no sul da Rússia, condenou três pessoas, entre elas o proprietário de um bar, a vários anos de prisão por participarem e organizarem eventos relacionados ao coletivo LGBTI, considerado uma organização extremista e, portanto, proibido desde novembro de 2023.
Trata-se do primeiro processo criminal contra o movimento LGBTI por essa questão, conforme destaca o comunicado divulgado pelo tribunal e reproduzido pela Interfax. O caso remonta a março de 2024, após a operação policial no bar “Pose”, localizado em Orenburg. Os detidos foram acusados de organizar eventos cujo objetivo era promover relações não convencionais entre os clientes do estabelecimento.
Assim, o tribunal destacou que os réus, sabendo que o movimento LGBTI havia sido reconhecido como uma organização extremista na Rússia, “organizaram eventos cujo traço comum era demonstrar sua afiliação a pessoas de orientação sexual não tradicional”, sob o pretexto de administrar uma boate.
Essas três pessoas, nenhuma das quais se declarou culpada durante o julgamento, receberam penas que variam de dois a sete anos de prisão, bem como de oito meses a um ano e meio de liberdade condicional. Além disso, o proprietário do estabelecimento foi condenado a pagar uma multa de um milhão de rublos (cerca de 11.300 euros) a título das receitas que teria obtido pela organização dessas atividades.
De acordo com um relatório da ONG Human Rights Watch do ano passado, os tribunais russos já proferiram mais de cem condenações por “extremismo” contra pessoas acusadas de fazer parte do movimento LGBTI. Quase todas elas resultaram em sanções administrativas, principalmente por exibirem símbolos associados ao coletivo, como bandeiras arco-íris, nas redes sociais.
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