Fabian Sommer/dpa - Arquivo
MADRID 8 abr. (EUROPA PRESS) -
Um tribunal russo impôs na terça-feira uma multa de sete milhões de rublos (cerca de 74.850 euros) à plataforma Telegram por se recusar a remover canais que supostamente incitam "ataques terroristas" e a participação em protestos antigovernamentais.
O tribunal disse que o Telegram se recusou a remover vários canais a pedido do Serviço Federal de Supervisão de Telecomunicações, Tecnologias da Informação e Mídia de Massa (Roskomnadzor), que foi o motivo da multa.
Os documentos do caso afirmam que "o Telegram Messenger Inc., sendo o proprietário da fonte de informações, não removeu informações de uma página da Internet que continha apelos a atividades extremistas", apesar do fato de que o Roskomnadzor solicitou "medidas para restringir o acesso a essas fontes de informações" e "enviou notificações (...) sobre a violação dos procedimentos".
De acordo com relatos da agência de notícias russa TASS, entre os canais não removidos do Telegram estavam alguns que defendiam ataques à infraestrutura ferroviária para "ajudar as Forças Armadas ucranianas" no contexto da invasão do país vizinho em fevereiro de 2022, bem como convocações para protestos contra o governo.
O tribunal já impôs uma multa de quatro milhões de rublos (cerca de € 42.770) ao Telegram por motivos semelhantes em outubro de 2024 por se recusar a remover conteúdo da plataforma, de acordo com uma decisão em agosto daquele ano, também no valor de quatro milhões de rublos.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático