Ma'ayan Toaf/GPO/dpa - Arquivo
MADRID 19 mar. (EUROPA PRESS) -
O tribunal distrital de Tel Aviv se recusou na quarta-feira a retirar as medidas cautelares impostas contra Eli Feldstein, um dos assessores do gabinete do primeiro-ministro do país, Benjamin Netanyahu, acusado de vazar informações confidenciais sobre as negociações para libertar os sequestrados pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) nos ataques de 7 de outubro de 2023.
Assim, o tribunal manteve a prisão domiciliar imposta contra ele e indicou que Feldstein terá que continuar usando o bracelete eletrônico, já que as circunstâncias que envolvem a imposição dessas medidas "não mudaram", de acordo com informações obtidas pelo jornal 'The Times of Israel'.
Feldstein, que está em prisão domiciliar desde dezembro de 2024, foi acusado juntamente com o reservista do exército Ari Rosenfeld, que também foi acusado de "transferência de informações confidenciais" obtidas enquanto trabalhava para a inteligência militar israelense.
Ambos foram acusados de vazar essas informações para influenciar a opinião pública em relação ao processo de negociação para a libertação dos reféns, ações que visavam promover os interesses do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, de acordo com a investigação.
Os advogados do ex-porta-voz das Forças de Defesa de Israel explicaram que Feldstein "não representa uma ameaça ao Estado", embora os juízes tenham expressado sua discordância a esse respeito.
O caso gerou controvérsia no país, especialmente entre as famílias dos reféns, que realizaram vários protestos contra o governo para exigir um acordo que garanta o retorno deles para casa. No início de novembro, o Fórum das Famílias dos Reféns solicitou uma investigação sobre o suposto vazamento desses documentos confidenciais, que teriam sido fornecidos à imprensa intencionalmente.
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