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MADRID 25 mar. (EUROPA PRESS) -
Um tribunal francês condenou, por contumácia, nesta quarta-feira, o acadêmico suíço Tariq Ramadan, ex-professor de estudos islâmicos na Universidade de Oxford, a 18 anos de prisão, após ser considerado culpado de violar três mulheres.
O Tribunal Penal de Paris proferiu essa decisão, aceitando a pena solicitada pelo Ministério Público, após três semanas de julgamento em que o banco dos réus permaneceu vazio. O tribunal havia aceitado esse pedido dos advogados de Ramadan, alegando o delicado estado de saúde de seu cliente, que sofre de esclerose múltipla.
Ramadan, de 63 anos, será ainda submetido a acompanhamento judicial por oito anos, durante os quais terá proibido entrar em contato direto com as vítimas, bem como divulgar qualquer obra, produção audiovisual ou declarações públicas relacionadas aos fatos pelos quais foi condenado. Além disso, o acadêmico também não poderá entrar em território francês após cumprir a pena, uma medida que o tribunal lhe impôs de forma permanente, segundo o jornal francês “Le Figaro”.
Tariq Ramadan, uma figura muito conhecida no Oriente Médio e neto do fundador do movimento dos Irmãos Muçulmanos no Egito, Hasan al-Banna, foi processado após uma investigação de oito anos por estupro de três mulheres: uma em 2009, outra em 2017 e uma última em 2016.
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