Publicado 16/09/2025 23:03

O Tribunal Eleitoral da Bolívia sanciona mais de 30 meios de comunicação por transmitir propaganda eleitoral fora do prazo

Archivo - 17 de agosto de 2025, La Paz, La Paz, Bolívia: Uma mulher vota nas eleições presidenciais da Bolívia.
Europa Press/Contacto/Diego Rosales - Arquivo

MADRID 17 set. (EUROPA PRESS) -

O Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) da Bolívia sancionou na terça-feira mais de 30 meios de comunicação por transmitir propaganda eleitoral fora do período legalmente estipulado, diante da oposição da Associação Nacional de Imprensa (ANP), que solicitou a revogação das medidas impostas.

"Já sancionamos mais de 30 meios de comunicação por não cumprirem com a propaganda, 30 meios de comunicação com sanções econômicas. A Associação Nacional de Imprensa chegou a reclamar do valor da multa imposta, (mas) vamos continuar avançando nesse sentido porque estamos aplicando a lei", disse o porta-voz do tribunal, Gustavo Ávila, em uma entrevista coletiva divulgada pela agência de notícias abi.

O porta-voz garantiu que o TSE "continuará a aplicar a lei à mídia que a infringir, porque é a coisa certa a fazer" e anunciou que o órgão eleitoral convocará os proprietários da mídia boliviana na próxima semana para evitar uma guerra suja de informações no segundo turno entre os candidatos Rodrigo Paz e Jorge Tuto Quiroga.

Por sua vez, a Associação Nacional da Imprensa Boliviana divulgou um comunicado na segunda-feira no qual pede ao TSE que "anule a sanção econômica e a marginalização como anunciantes no próximo processo eleitoral que afetaria pelo menos quatro meios de comunicação independentes".

De acordo com a ANP, o Servicio Intercultural de Fortalecimiento Democrático (SIFDE) recomendou ao TSE que sancionasse os jornais 'El Diario', de La Paz, e 'Correo del Sur', de Sucre, e os portais de notícias Urgentebo e Brújula Digital pela publicação de colunas de opinião entre 15 e 17 de agosto. A medida foi tomada, de acordo com o comunicado, "com base no fato de que seu conteúdo favorecia ou afetava os candidatos participantes das eleições gerais".

Dessa forma, a ANP solicitou ao órgão eleitoral "que retifique as ações contrárias às normas internacionais, à Constituição e à Lei de Imprensa, com o objetivo de contribuir para uma nova etapa de recuperação e fortalecimento dos valores democráticos".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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