Publicado 17/08/2026 12:20

Tribunal condena opositor russo antibélico a mais de 11 anos de prisão por desacreditar o Exército

RÚSSIA, MOSCOU – 10 DE AGOSTO DE 2026: Ativistas se reúnem do lado de fora enquanto a Suprema Corte da Rússia analisa um pedido do partido Rodina para desqualificar o Yabloko das eleições para a Duma Estatal de 2026
Europa Press/Contacto/Yevgeny Messman

MADRID 17 ago. (EUROPA PRESS) -

Um tribunal da cidade russa de Pskov condenou nesta segunda-feira o oposicionista antibelicista Lev Shlosberg, vice-presidente do partido Yabloko, a 11 anos e um mês de prisão por desacreditar e divulgar informações falsas sobre as Forças Armadas russas no contexto da guerra na Ucrânia.

O partido, impedido pelo Supremo Tribunal de participar das próximas eleições legislativas em meados de setembro devido a financiamento estrangeiro, anunciou nas redes sociais que vai recorrer da decisão contra Shlosberg, a quem também foi imposta uma proibição de seis anos de participar de atividades relacionadas a sites, fóruns, chats e grupos online.

O Ministério Público havia pedido 12 anos e um mês de prisão contra ele por desacreditar e divulgar informações falsas sobre o Exército, com base nos artigos 280 e 207 do Código Penal russo, conforme informou a agência de notícias estatal TASS.

A sentença foi proferida levando em conta uma condenação anterior: em novembro de 2025, ele foi condenado a cumprir 420 horas de serviço comunitário por descumprimento de suas funções como “agente estrangeiro”, após ter sido incluído na lista em junho de 2023.

O político, que também é vice-presidente do Yabloko na seção regional de Pskov, ficou inicialmente em prisão domiciliar após o início do processo por desacreditar o Exército, embora tenha sido posteriormente encaminhado à prisão preventiva sob a acusação de divulgar “informações falsas”.

Os casos remontam a um debate com um historiador, no qual o opositor se mostrou contrário à guerra na Ucrânia, e a uma republicação em suas redes sociais da capa de um jornal britânico que criticava o presidente russo, Vladimir Putin, pelo conflito com Kiev.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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