MINISTERIO DE IGUALDAD Y EQUIDAD DE COLOMBIA EN X
MADRID 16 set. (EUROPA PRESS) -
Um tribunal colombiano suspendeu temporariamente, na segunda-feira, a nomeação do ministro da Igualdade, Juan Carlos Florián, por não ter cumprido a cota de gênero do governo, apesar da nomeação de Gloria Patricia Perdomo como ministra de TIC após o processo e em meio a um debate sobre a adequação da autoidentificação de Florián como uma pessoa de "fluidez de gênero não hegemônica".
A ação movida no tribunal de Cundinamarca pedia a suspensão de sua nomeação com base no fato de que ela era "prejudicial aos direitos fundamentais das mulheres" por violar a lei de cotas que determina que pelo menos 50% dos ministérios sejam ocupados por mulheres, segundo o jornal colombiano El Tiempo.
Na época em que a ação foi movida, apenas nove das 19 pastas eram ocupadas por mulheres, portanto sua participação não estava de acordo com as normas estabelecidas. Entretanto, na última quinta-feira, Gloria Patricia Perdomo foi nomeada a nova ministra de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), substituindo Julián Molina, restaurando assim a legalidade do gabinete.
Além disso, o ministro Florián garantiu que sua participação no gabinete não pode ser declarada uma violação da lei de cotas porque ele não é considerado um "homem hegemônico", mas uma pessoa fluida em termos de gênero. Essa situação "impede a existência de uma violação das disposições invocadas na ação judicial", argumentou ele em declarações relatadas pelo 'El Tiempo'.
Por sua vez, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, descreveu a decisão como "desnecessária" e "homofóbica", afirmando em uma mensagem republicada por Florián na rede social X que "se uma pessoa sente que é homem ou mulher, ela diz isso".
"A medida é desnecessária porque há semanas, seja qual for o conceito legal do que Juan Florián é, há paridade de gênero no meu gabinete, porque sendo Juan um homem ou uma mulher, ou ambos, há paridade no meu gabinete", acrescentou.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático