MADRID 7 nov. (EUROPA PRESS) -
Um tribunal de Tel Aviv ordenou na sexta-feira dez dias de prisão domiciliar para a ex-promotora militar israelense Yifat Tomer-Yerushalmi, acusada de vazar um vídeo que mostrava abusos sexuais cometidos por militares do país contra um prisioneiro palestino.
A filmagem, divulgada em agosto de 2024 por um canal de notícias israelense, mostra reservistas na base militar de Sde Teiman, no sul de Israel, empurrando um detento palestino para o lado antes de cercá-lo com escudos antimotim para bloquear a visibilidade enquanto ele é espancado e empalado no reto com um objeto pontiagudo.
O prisioneiro, que precisou de intervenção médica devido aos ferimentos graves, foi libertado e enviado para Gaza em outubro como parte de uma troca durante o primeiro cessar-fogo da guerra.
Tomer-Yerushalmi afirmou que divulgou o vídeo para "combater a propaganda falsa" depois de criticar os esforços da extrema direita para desacreditar a veracidade da filmagem e defender a integridade de suas investigações contra oficiais militares acusados de atos criminosos.
Agora, de acordo com a decisão do Tribunal do Magistrado de Tel Aviv, a ex-promotora deve passar a próxima semana e meia confinada em sua residência e não pode ter contato nos próximos 55 dias com qualquer pessoa envolvida em um caso que assumiu novos contornos dramáticos no último fim de semana, quando Tomer-Yerushalmi foi temporariamente dado como desaparecido pelo exército e acabou sendo encontrado horas depois em uma praia de Tel Aviv.
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