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MADRID 28 maio (EUROPA PRESS) -
Pelo menos treze pessoas, entre elas duas crianças e um militar, morreram nesta quinta-feira em novos bombardeios realizados pelo Exército de Israel contra o Líbano, apesar do cessar-fogo acordado em abril e depois que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou na terça-feira que suas forças estavam intensificando os ataques contra o país vizinho.
O Exército libanês informou, em uma breve mensagem publicada nas redes sociais, que um soldado morreu em um ataque israelense contra um veículo que circulava na estrada entre Zifta e Deir al Zahrani, elevando para três o número de militares libaneses mortos por bombardeios de Israel nos últimos três dias.
Além disso, seis pessoas, entre elas duas crianças, morreram em um bombardeio contra uma residência em Adlun, nos arredores de Sidon, enquanto outras três morreram em outro ataque contra Al Bas, perto de Tiro, conforme informou a agência estatal libanesa de notícias, NNA. Por outro lado, outras três pessoas morreram em outro bombardeio em Qiya, perto de Sidon.
Netanyahu afirmou na terça-feira que o Exército israelense está “intensificando” sua ofensiva no Líbano, onde já morreram por esse motivo mais de 3.200 pessoas desde o início de março, apesar do cessar-fogo e das negociações em andamento com o governo libanês para tentar chegar a um acordo de paz.
As últimas hostilidades em grande escala eclodiram em 2 de março, quando o Hezbollah lançou projéteis contra Israel em resposta ao assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, na ofensiva lançada em 28 de fevereiro por Israel e pelos Estados Unidos contra o país asiático.
As partes haviam acordado um cessar-fogo em novembro de 2024, após treze meses de combates na sequência dos ataques de 7 de outubro de 2023; no entanto, desde então, Israel continuou lançando bombardeios frequentes contra o país e manteve a presença de militares em vários pontos, argumentando que agia contra o Hezbollah, em meio a denúncias de Beirute e do grupo sobre essas ações.
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