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MADRID 17 jun. (EUROPA PRESS) -
As autoridades russas anunciaram nesta quarta-feira a prisão de três pessoas suspeitas de “colaborar” com os serviços de inteligência da Ucrânia e de preparar “atos de sabotagem e terrorismo” contra militares, voluntários e infraestrutura em três regiões do país euro-asiático.
O Serviço Especial de Segurança (FSB) informou em um comunicado que “três cúmplices dos serviços especiais ucranianos foram detidos na Adiga, em Tiumen e em Krasnodar”, operações nas quais foram apreendidos explosivos e “artefatos incendiários” de fabricação artesanal.
Assim, explicou que os suspeitos tinham entre seus alvos “militares das Forças Armadas, uma organização de voluntários que apoia os participantes da operação militar especial — em referência à invasão da Ucrânia —, instalações de infraestrutura de transporte e o complexo de combustível e energia dessas regiões”.
“Uma análise dos equipamentos de comunicação dos detidos revelou correspondência com seus contatos ucranianos, que continha instruções sobre como realizar os ataques terroristas planejados”, afirmou, ao mesmo tempo em que destacou que todos eles já foram encaminhados à justiça por “preparação para um ato terrorista” e “posse ilegal de explosivos”, enquanto “se avalia a possibilidade de abrir um processo por alta traição”.
O FSB alertou a população russa de que os serviços de inteligência da Ucrânia “continuam buscando ativamente, por meio da internet, das redes sociais e de aplicativos de mensagens, possíveis responsáveis por ataques terroristas e atos de sabotagem destinados a prejudicar o país”.
“Alertamos todas as pessoas que aceitarem apoiar o inimigo de que serão identificadas e processadas, com penas que podem chegar à prisão perpétua”, ressaltou o FSB, sem que a Ucrânia tenha se pronunciado sobre as prisões, no contexto da guerra desencadeada em fevereiro de 2022 pela ordem de invasão assinada pelo presidente russo, Vladimir Putin.
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