Publicado 08/08/2025 06:40

Três presos por exportar ilegalmente resíduos perigosos para a África

Resíduos perigosos que seriam exportados ilegalmente da Andaluzia para a África.
JUNTA DE ANDALUCIA

SEVILLA 8 ago. (EUROPA PRESS) -

A Unidade de Polícia Nacional ligada à Comunidade Autônoma da Andaluzia (UPA), em colaboração com o Serviço de Vigilância Aduaneira da Agência Tributária, desmantelou uma rede criminosa dedicada à exportação ilegal de resíduos perigosos para o continente africano, especificamente para Gana.

A operação, que ocorreu em 23 de julho, resultou na prisão de três pessoas em Sevilha e na investigação de uma quarta na província de Múrcia, todas de nacionalidade ganense, de acordo com um comunicado de imprensa da Junta de Andaluzia. Essa ação faz parte da chamada Operação 'Revolução Verde', promovida pela Junta de Andalucía para a proteção do meio ambiente e a luta contra o tráfico ilegal de resíduos.

A investigação foi realizada pela Unidade Operacional Ambiental Regional (UROM) e exigiu meses de vigilância discreta em um local de armazenamento distante do centro de Sevilha. As condições operacionais eram particularmente complexas devido à falta de pontos de observação seguros e à dispersão do material.

Durante a intervenção, foi interceptada uma remessa de 19.021 quilos de motores de veículos não descontaminados, empilhados sem qualquer tipo de armazenamento ou contêiner, misturados com resíduos de óleo de diferentes viscosidades. Também foram encontrados tanques de gasolina com resíduos de combustível e mais duas toneladas de resíduos contaminados com óleos e outras substâncias perigosas, todos armazenados sem medidas de segurança ou controle ambiental.

O contêiner interceptado seria exportado do Porto de Algeciras para Gana, um país para o qual as regulamentações internacionais proíbem expressamente o transporte de resíduos perigosos, pois não possui infraestruturas adequadas para seu tratamento. A documentação alfandegária apresentada (Documento Administrativo Único -DUA-) não refletia o conteúdo real da remessa, o que evidencia uma suposta falsificação de documentos e uma possível fraude alfandegária.

De acordo com o que foi estabelecido, o objetivo era reutilizar ou reequipar os motores em outros veículos, descartando o restante das peças sem qualquer tipo de reciclagem ou medidas de proteção ambiental. Nenhum dos envolvidos possuía autorização administrativa, seja em nível regional ou nacional, para o manuseio, transporte ou exportação de resíduos, em grave violação à legislação vigente.

Os investigados são acusados de crimes contra os recursos naturais e o meio ambiente, além de pertencerem a um grupo criminoso, em um caso conduzido pela Promotoria Ambiental de Sevilha e pelo Tribunal de Instrução da capital. Essa ação demonstra o firme compromisso da Unidade de Polícia Nacional vinculada ao Governo Regional da Andaluzia e à Agência Tributária com a defesa do meio ambiente, o cumprimento da lei e a luta contra a exportação fraudulenta de resíduos perigosos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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