Europa Press/Contacto/Moiz Salhi
MADRID, 16 jul. (EUROPA PRESS) -
Pelo menos três palestinos morreram nesta quinta-feira em dois novos ataques lançados pelo Exército de Israel contra o norte da Faixa de Gaza, apesar do cessar-fogo alcançado em outubro de 2025 entre o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e o governo israelense, ao aceitar a proposta dos Estados Unidos para o futuro do enclave.
Fontes médicas citadas pela agência de notícias palestina WAFA indicaram que duas pessoas morreram e várias ficaram feridas em um bombardeio contra o bairro de Tufá, na cidade de Gaza, enquanto outra morreu em um ataque de artilharia em Zeitún, na mesma cidade.
O Exército de Israel, que não se pronunciou sobre esses ataques, anunciou ao longo do dia a morte de um “terrorista” identificado como Omar Ahmed Abu Qasam, a quem responsabiliza por “uma série de ataques perpetrados por atiradores de elite” do braço armado do Hamas, as Brigadas Ezeldín al Qasam.
“Durante a guerra, Abu Qasam participou da execução de planos terroristas contra membros das Forças de Defesa de Israel (FDI) na Faixa de Gaza”, afirmou em um comunicado, antes de afirmar que o homem “tentou recentemente reativar o braço militar da organização terrorista Hamas e promover novos planos contra as FDI, violando o cessar-fogo”.
Por sua vez, o Ministério da Saúde de Gaza destacou em um comunicado que, nas últimas 24 horas, foram confirmadas quatro mortes — incluindo uma por ferimentos sofridos em bombardeios anteriores — e 28 feridos, com o que o número de vítimas causadas pelos ataques israelenses desde o cessar-fogo sobe para 1.127 mortos e 3.643 feridos.
Nesse sentido, afirmou que, durante esse período, foram recuperados 800 corpos das áreas das quais as tropas israelenses se retiraram em conformidade com o referido acordo. As forças de Israel encontram-se agora na chamada “linha amarela”, que abrange mais da metade do território do enclave.
Por fim, ele destacou que, desde o início da ofensiva lançada por Israel após os ataques de 7 de outubro de 2023 — que deixaram cerca de 1.200 mortos e cerca de 250 sequestrados, segundo o balanço oficial—, foram registrados 73.250 mortos e 173.751 feridos, embora tenha ressaltado que ainda há cadáveres espalhados pelas ruas e entre os escombros dos prédios bombardeados.
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