Publicado 30/08/2026 23:55

Três menores foram identificados entre os mortos em uma operação contra dissidentes das FARC em Guaviare

De la Espriella anuncia o fim das mesas de diálogo com grupos “sem vontade de paz”

26 de agosto de 2026, Bogotá, Distrito de Bogotá, Colômbia: O presidente colombiano Abelardo De La Espriella participa de um evento para anunciar os novos chefes militares de seu governo na Academia de Cadetes Militares José María Córdova, em Bogotá, Colô
Europa Press/Contacto/Luisa Borja Luna

MADRID, 31 ago. (EUROPA PRESS) -

O Instituto de Medicina Legal da Colômbia identificou nove dos dez corpos recebidos após uma operação militar realizada em uma zona rural do município de El Retorno, no departamento de Guaviare, no sul do país, contra dissidentes das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), dos quais três eram menores de idade.

“Nove dos dez corpos foram identificados e um continua em análise forense devido ao estado em que se encontra”, informou a instituição em um comunicado, no qual precisou que quatro deles são de mulheres, cinco de homens e três de menores de idade.

Batizada de “Operação Amón”, essa ação do Exército colombiano ocorreu no último dia 27 de agosto, data em que o próprio presidente do país, Abelardo de la Espriella, anunciou um “golpe contundente” contra as estruturas criminosas da facção do “narcoterrorista conhecido como ‘Carlacá’” no departamento selvático.

“Em um bombardeio de precisão e na operação subsequente de nossos comandos, o balanço preliminar registra oito terroristas neutralizados até o momento, onze fuzis e cinco metralhadoras apreendidas, além de abundante material de intendência”, informou na época o presidente em uma mensagem nas redes sociais.

FIM DAS MESA DE DIÁLOGO COM GRUPOS “SEM VONTADE DE PAZ”

Neste mesmo domingo, De la Espriella anunciou em coletiva de imprensa o “fim” das “mesas sem vontade de paz” e, especificamente, de três processos de “falsa paz” e “falso diálogo”, por meio da emissão de nove resoluções que, segundo ele, “encerram os espaços estabelecidos com as estruturas ligadas ao alias ‘Calarcá’, à Coordenadora Nacional e ao Exército Bolivariano, relacionadas aos chamados Comandos de Fronteira e às (autodenominadas) Autodefesas Conquistadoras da Sierra Nevada”.

“Tomei essa decisão porque não existe uma vontade real e comprovável de paz, muito menos de reintegração à vida civil ou de submissão séria à Justiça que justifique manter essas farsas”, argumentou De la Espriella, acrescentando que tais resoluções “anulam os reconhecimentos e designações que permitiam a participação oficial de representantes, porta-vozes e negociadores nesses espaços”.

Criticando assim os “processos herdados da falsa ‘Paz Total’ (em alusão à política impulsionada por seu antecessor na Casa de Nariño, Gustavo Petro)”, o líder latino-americano ressaltou que não permitirá que a palavra paz “continue sendo usada como desculpa para a impunidade, nem que uma mesa de diálogo se transforme em refúgio para aqueles que persistem na violência e na criminalidade”.

“Chega de mesas de diálogo e benefícios, sem que haja contrapartidas reais. Àqueles que persistirem nas armas e no crime, digo com absoluta clareza: encontrarão diante de si toda a capacidade legítima do Estado”, advertiu, defendendo que a paz é garantida e “imposta” com a “força legítima das armas e das leis da República, sob o império da lei e sob o Estado de Direito”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado