Publicado 14/08/2025 22:16

Três homens presos em Honduras acusados de planejar uma tentativa de depor o presidente Castro

O Ministério Público fala em "conspiração" e diz que eles estavam tentando atacar o ex-presidente Zelaya.

Archivo - BRUXELAS, 18 de julho de 2023 -- A Presidente da República de Honduras, Iris Xiomara Castro Sarmiento, participa da Cúpula UE-Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) em Bruxelas, Bélgica, em 17 de julho de 2023. O tema gera
Europa Press/Contacto/Zheng Huansong - Arquivo

MADRID, 15 ago. (EUROPA PRESS) -

O Ministério Público de Honduras anunciou nesta quinta-feira a prisão de três homens sob a acusação de terrorismo e tentativa de homicídio, por supostamente planejarem um atentado contra o ex-presidente do país, Manuel Zelaya, e tentarem depor a atual presidente, Xiomara Castro, e impedir a realização de eleições gerais, marcadas para o final de novembro.

O procurador-geral do país centro-americano, Joel Zelaya, disse em uma coletiva de imprensa que a prisão dessas pessoas "confirma a existência de uma conspiração cujo objetivo é paralisar o Estado, alterar a ordem constitucional e impedir a realização das eleições em 30 de novembro", um extremo que ele já havia denunciado no final de julho.

Os acusados, identificados como Arcadio López Estrada, Perfecto Paz e David Kattán, pretendiam atentar contra a vida de Zelaya, depor o atual governo hondurenho e provocar a saída antecipada de Castro - cujo mandato termina em janeiro de 2026 - de acordo com o magistrado, que disse que o que aconteceu "vai além de um incidente isolado, é parte de um plano maior".

Ele apresentou várias mensagens de voz que "fazem parte do material probatório" do caso, defendendo que "não se baseia em conjecturas ou rumores (mas sim) em provas científicas irrefutáveis".

De acordo com as gravações divulgadas durante a audiência, um dos acusados afirma que "tudo pode ser resolvido matando aquele filho da puta do Manuel Zelaya, temos que matá-lo, matar o cachorro vai acabar com a raiva".

O promotor garantiu que existe "um plano criminoso para alterar violentamente a ordem democrática" em Honduras e apontou para "grupos externos que teriam um impacto direto sobre o (Conselho Nacional Eleitoral) CNE e suas decisões".

O ex-presidente reagiu ao anúncio com uma breve mensagem em sua conta na rede social X, destacando que o anúncio "evidencia as intenções perversas de setores obscuros que buscam sabotar o processo eleitoral e consumar o assassinato planejado desde o golpe de 2009", um extremo que ele mesmo denunciou em ocasiões anteriores após o golpe militar ordenado pelo então chefe do exército, general Romero Vásquez, e que ele atribuiu às autoridades dos EUA.

Zelaya foi retirado de sua residência no final de junho de 2009 pelos militares e expulso para a Costa Rica por ordem do judiciário, que o acusou de querer se perpetuar na presidência ao submeter a possível modificação da Constituição a um voto popular.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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