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MADRID, 17 jun. (EUROPA PRESS) -
Um tribunal da República Dominicana condenou nesta terça-feira a 20 anos de prisão, por participação em uma trama de lavagem de dinheiro, três ex-altos oficiais militares do país: o ex-diretor do Corpo de Segurança Presidencial (CUSEP), Adán Cáceres; o ex-diretor do Corpo Especializado em Segurança Turística (CESTUR), Juan Carlos Torres Robiou, e o coronel Rafael Núñez de Aza.
“Os generais Adán Benoni Cáceres Silvestre e Juan Carlos Torres Robiou, bem como o coronel Rafael Núñez de Aza, foram condenados a 20 anos de prisão por corrupção administrativa”, destacou o Ministério Público dominicano em um comunicado publicado após a sentença do Primeiro Tribunal Colegiado do Distrito Nacional, que inclui o pagamento de 400 salários mínimos.
A isso se somam as condenações contra outro militar e uma líder religiosa, com penas de 15 anos de prisão, o general Julio Camilo de los Santos Viola e a pastora Rossy Guzmán a 15 anos de prisão e ao pagamento de 300 a 400 salários mínimos como indenização por seus crimes.
Da mesma forma, a funcionária bancária Esmeralda Ortega Polanco, o general do Exército Boanerges Reyes Batista, o major da Polícia José Manuel Rosario Pirón, o tenente-coronel Kelman Santana Martínez e o capitão da Marinha Franklin Antonio Mata Flores, bem como a primeira-tenente da Polícia Jehohanan Lucía Rodríguez Jiménez e o primeiro-tenente da Força Aérea Erasmo Roger Pérez Núñez, receberam sentenças de dez anos de prisão cada um.
Por sua vez, o delator do caso, o major do Exército Raúl Alejandro Girón Jiménez, recebeu uma pena de cinco anos de prisão, embora o tribunal tenha considerado a pena cumprida devido ao tempo decorrido desde o início do processo judicial.
Logo após o veredicto, o promotor adjunto e chefe da Direção Geral de Perseguição do Ministério Público, Wilson Camacho, definiu a decisão como “histórica”. “Neste caso, o tribunal condenou 29 pessoas; evidentemente, esta é uma sentença exemplar e uma vitória do Ministério Público”, destacou.
“A decisão proferida pelo Primeiro Tribunal Colegiado do Distrito Nacional é histórica e condenou os principais líderes dessa estrutura criminosa a penas entre 10, 15 e 20 anos”, declarou.
As sentenças foram proferidas ao final de um longo julgamento no qual as juízas Esmirna Giselle Méndez, Tania Yunes e Jissel Naranjo sustentaram que os réus se beneficiaram de recursos do Estado por meio de esquemas fraudulentos que comprometeram instituições estratégicas, como o Cusep e o Cestur, cujos ex-dirigentes receberam, de fato, duas das penas mais severas.
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