David Zorrakino - Europa Press - Arquivo
Ele aponta para cerca de 400 pessoas em Barcelona que fizeram da reincidência múltipla seu "modus vivendi".
BARCELONA, 15 set. (EUROPA PRESS) -
O diretor geral dos Mossos d'Esquadra, Josep Lluís Trapero, separou o debate sobre imigração do debate sobre criminalidade, afirmando que a imigração representa 18% da população catalã e que 0,3% dos imigrantes estão na prisão: "O problema é inferir que ter uma nacionalidade predispõe você a ser um criminoso".
Ele disse isso na segunda-feira em uma entrevista ao 'Rac1', relatada pela Europa Press, onde acrescentou que se a população nativa relacionada a um ato criminoso fosse analisada "seria muito fácil ver que isso tem muito a ver com o nível de renda".
"Isso nos leva a dizer que qualquer pessoa com pouco dinheiro ou pouca educação é um ladrão? Isso só está sendo feito com a parte imigrante e não com outros elementos", disse Trapero, que tentou diferenciar um debate do outro e destacou que, em um sistema de justiça, a sociedade se defende daquilo que é um risco.
MULTIRREINCIDÊNCIA
Com relação à multirreincidência, Trapero disse que em Barcelona há cerca de 300 ou 400 pessoas que fizeram disso seu "modus vivendi", acrescentou que no aeroporto há cerca de 50 ou 60 que também estão envolvidos em pequenos furtos e ressaltou que esse fenômeno está ocorrendo em cidades de médio porte na Catalunha.
"Estamos preocupados não tanto por sua gravidade, porque são atos que não ameaçam a vida ou a liberdade sexual das pessoas, mas porque são repetitivos e afetam várias pessoas", disse Trapero.
Por outro lado, ele destacou com cautela que 2025 começou "timidamente" com uma melhora nos dados e, comparando este semestre com o anterior, houve uma redução de 5%.
Nesse sentido, ele falou sobre os julgamentos rápidos e seu progresso que, embora não seja definitivo, significou uma redução pela metade do tempo em que esse tipo de julgamento ocorre: "Não são medidas definitivas, mas todas elas vão na direção certa para atacar a multirreincidência".
TRÁFICO DE ARMAS E DROGAS
Com relação à presença de armas brancas nas ruas, o chefe da polícia catalã reconheceu que "há muitas" e lamentou que haja muitos jovens que as portam porque acreditam que essa é a maneira de se defender, sem saber que podem acabar tendo um problema, em suas palavras.
Ele também estimou o número de armas de fogo apreendidas em 2024 em cerca de 600, um número alto, segundo ele, porque são ilegais; por outro lado, ele abordou a questão do tráfico de drogas e identificou a maconha como a droga mais produzida na Catalunha, uma substância que ainda é considerada como não causando sérios danos à saúde, algo que "não é verdade" porque contém mais THC do que há 20 anos.
PROTESTOS PALESTINA
Quando perguntado sobre os protestos pró-palestinos em eventos esportivos, Trapero defendeu a manutenção de um equilíbrio entre a garantia do direito de protestar e a de outros cidadãos, e reconheceu que às vezes as operações policiais "provocam incompreensão".
Além disso, tendo em vista a possibilidade de repetição dos protestos do Tour de France na Catalunha durante as três etapas do Tour de France em 2026, Trapero pediu cautela porque ainda há um longo caminho a percorrer, mas afirmou que as etapas terão a garantia de ocorrer em segurança.
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