Europa Press/Contacto/Carlos Garcia Granthon
MADRID 7 abr. (EUROPA PRESS) -
Os sindicatos de transporte deram ao governo peruano quinze dias para agir contra a extorsão e os ataques ao setor e advertiram que, na ausência de resultados, convocarão uma greve geral, como parte das mobilizações que ocorreram nesta segunda-feira em Lima, a capital, e Callao.
O presidente da Associação Nacional para a Integração dos Trabalhadores em Transportes (Anitra), Martin Valeriano, disse que eles precisam de "ação urgente" contra os grupos do crime organizado que vêm assediando o setor há meses. "Eles estão nos matando", disse ele ao jornal 'La República'.
A morte de um motorista no fim de semana levou mais uma vez os trabalhadores do setor às ruas para exigir mais e melhores medidas de segurança. Pelo menos quinze trabalhadores do setor de transportes foram mortos até agora em 2025.
O vice-presidente da Aliança Nacional dos Trabalhadores em Transportes, Julio Campos, já anunciou que os sindicatos e sindicatos de diferentes setores que se juntaram às marchas de 2024 apoiarão essa greve geral. "Não podemos trabalhar em silêncio. Todos nós sairemos para marchar. Não podemos continuar assim", denunciou.
A greve geral durará pelo menos 24 horas e será acompanhada de uma passeata para exigir que o governo e o Congresso adotem medidas mais eficazes, já que o estado de emergência que está em vigor em Lima e Callao há meses não produziu os resultados que essas organizações esperavam.
Os trabalhadores de várias empresas de transporte aderiram às greves de segunda-feira na capital peruana, que amanheceu com as principais vias de acesso bloqueadas. Algumas escolas e universidades cancelaram as aulas e espera-se que as organizações estudantis participem dos protestos.
No último sábado, um motorista dessas empresas foi morto em retaliação à recusa da empresa em pagar essas redes de extorsão. Seus colegas anunciaram que marcharão até o Congresso nesta segunda-feira para protestar.
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