Publicado 02/04/2025 07:04

O TPI lembra à Hungria que não pode violar "unilateralmente" o mandado de prisão contra Netanyahu

Archivo - Arquivo - O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, durante a cúpula do Patriots no Marriott Auditorium Hotel, em 8 de fevereiro de 2025, em Madri, Espanha. A Vox organizou em Madri uma cúpula do "Patriots", uma formação que integra os parti
Ricardo Rubio - Europa Press - Arquivo

MADRID 2 abr. (EUROPA PRESS) -

O Tribunal Penal Internacional (TPI) lembrou na quarta-feira que a Hungria, como signatária do Estatuto de Roma, não pode "unilateralmente" deixar de cumprir as decisões emanadas de Haia, portanto, em teoria, deveria prender o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que é objeto de um mandado de prisão por crimes de guerra e crimes contra a humanidade supostamente perpetrados na Faixa de Gaza.

Um porta-voz do TPI disse à Europa Press que o tribunal "depende dos Estados para implementar suas decisões". "Não se trata apenas de uma obrigação para com o tribunal nos termos do Estatuto de Roma, mas também de uma responsabilidade para com os outros Estados Partes", disse ele.

Nesse sentido, se um país tiver "dúvidas" sobre essa cooperação, ele deve primeiro "consultar" o TPI. "Não cabe aos Estados determinar unilateralmente a solidez das decisões legais do tribunal", lembrou ele, antes de Netanyahu aterrissar em solo húngaro sabendo de antemão que não seria preso.

Tanto Netanyahu quanto o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, questionaram publicamente o papel do tribunal, com a diferença de que o lado húngaro tem obrigações sob o Estatuto de Roma, um ponto que organizações de direitos humanos como a Anistia Internacional e a Human Rights Watch (HRW) lembraram a ele nos últimos dias.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contenido patrocinado