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Ele afirma que não houve “má intenção” na resposta de que Ayuso não respondeu à mensagem porque estaria voando
MADRID, 11 maio (EUROPA PRESS) -
O ministro da Política Territorial e da Memória Democrática, Ángel Víctor Torres, evitou o confronto direto com o presidente das Canárias, Fernando Clavijo, embora tenha alertado que as afirmações dos políticos devem basear-se em “questões científicas” e que o que “não é necessário” é que “as pessoas fiquem alarmadas”.
Em declarações ao programa “Las mañanas de RNE”, divulgadas pela Europa Press, o ministro lembrou que esteve em contato permanente com Clavijo durante a última semana para gerenciar a chegada do navio “MV Hondius”, afetado pelo surto de hantavírus, lamentando, ao mesmo tempo, que a gestão da crise tenha terminado com um “conflito institucional”.
Nesse contexto, Torres afirmou que não entrará em resposta ao presidente regional e suas “teorias” — Clavijo reconheceu sua preocupação caso os roedores descessem do navio e colocassem “em risco a segurança dos canários” — até que a operação do navio seja concluída.
No entanto, o ministro defendeu que se deve “sempre” ouvir os critérios técnicos, científicos e epidemiológicos, tal como ele fez à frente do Governo das Canárias durante a pandemia de covid. Dito isso, ele lembrou que o hantavírus tem uma “alta letalidade”, mas “muito poucas possibilidades de contágio”.
Na sua opinião, as afirmações dos políticos “devem basear-se fundamentalmente em questões científicas e é preciso dizer às pessoas exatamente a verdade”. “O que acho que às vezes é desnecessário é que as pessoas fiquem alarmadas”, concluiu Torres, que disse ainda compreender o nervosismo da sociedade canária, enfatizando que se trata de uma “decisão científica”. “Que os cientistas falem de ciência e nós, políticos, falemos de política”, acrescentou.
MENSAGEM DE AYUSO
Em relação à polêmica com a presidente de Madri, Isabel Díaz Ayuso, sobre a qual Torres afirmou na véspera que ela não havia respondido a uma mensagem sobre a repatriação dos 14 espanhóis do navio para o hospital Gómez Ulla, porque provavelmente estaria voando, o ministro explicou que, por volta das 9h de domingo, entrou em contato com os seis presidentes regionais cujos passageiros de seus territórios estavam no cruzeiro.
“Enviei a todos o mesmo texto. E o que aconteceu é que todos os presidentes me responderam, agradecendo a mensagem", indicou Torres, para afirmar depois que a única que não lhe respondeu foi Ayuso, mas que ele entendia que ela estaria voando, porque isso também já aconteceu com ele "em muitas ocasiões".
Assim, lamentou a mensagem no 'X' da presidente de Madri, na qual ela negou que Torres tivesse entrado em contato com ela e criticou o fato de o governo usar o "trunfo Ayuso" nesta crise, pois não foi uma resposta "com má intenção". No entanto, o ministro sinalizou que ainda não recebeu resposta à mensagem de 'WhatsApp' que lhe enviou no dia anterior, informando-o sobre a operação do 'MV Hondius'.
Por fim, o titular da Política Territorial negou estar ocultando informações do PP sobre a gestão da crise sanitária. “Fomos claros”, afirmou Torres, que também destacou a resposta do Estado à gestão da chegada do “MV Hondius”, reconhecida até mesmo pelo Papa, conforme ele lembrou.
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