Jesus Hellin/STUDIO MEDIA 19 / Europa Press
MADRID 12 jun. (EUROPA PRESS) -
O ministro da Política Territorial e da Memória Democrática, Ángel Víctor Torres, exigiu nesta sexta-feira que o Poder Judiciário não “faça política”, ao mesmo tempo em que destacou que foram observadas ações judiciais que, em sua opinião, foram “muito suspeitas”.
Foi o que declarou Torres em entrevista ao programa “Las mañanas de RNE”, divulgada pela Europa Press, ao ser questionado sobre as declarações do ministro da Transformação Digital e da Função Pública, Óscar López, nas quais este afirmou que “há juízes que cometem prevaricação” e defendeu seu direito à liberdade de expressão diante de sentenças que considera “injustas”.
Torres indicou que é “injusto generalizar”, ao mesmo tempo em que reconheceu que “as pessoas também chegam ao judiciário e à política e há quem possa não respeitar os limites do próprio código”. Segundo explicou, os juízes têm “logicamente” uma ideologia e assinalou que se têm observado atuações que são “muito suspeitas”, o que leva a “refletir”.
Nesse contexto, o titular da Política Territorial demonstrou seu respeito pela separação de poderes, embora tenha alertado que os políticos não podem fazer justiça, mas que também é preciso exigir “que o judiciário não faça política”. “Cada um deve permanecer em sua esfera e separado”, resumiu.
Por fim, Torres defendeu que a Espanha conta com “um sistema garantista” com diferentes instâncias judiciais e afirmou que não se lembra de ter visto anteriormente “tanta judicialização da política” como neste momento e “tanto uso da justiça” por parte dos partidos da oposição.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático