Revela que o presidente das Canárias exigiu que o navio de cruzeiro partisse na noite de domingo, em uma última reunião “muito tensa”
MADRID, 13 maio (EUROPA PRESS) -
O ministro da Política Territorial e Memória Democrática, Ángel Víctor Torres, criticou nesta quarta-feira a “paranóia” do presidente das Canárias, Fernando Clavijo, ao relembrar as “teorias” pelas quais o líder insular impediu a atracação do navio de cruzeiro “MV Hondius”, no qual havia 14 espanhóis a bordo e pelo menos três pessoas morreram devido ao hantavírus.
“Ele acredita que há uma conspiração de pessoas contra ele e se sente ameaçado”, acrescentou o ministro sobre Clavijo em uma entrevista no programa ‘La hora de La 1’, divulgada pela Europa Press, na qual afirmou que considera que o presidente regional “se viu encurralado” após cometer um “tremendo erro político” durante a gestão do navio de cruzeiro.
Nesse sentido, ele também disse que Clavijo “ataca os outros para tentar se defender, e fica em evidência”, pois, em sua opinião, as Canárias são uma “terra acolhedora que vive da chegada de outras pessoas”.
Além disso, ele repreendeu o líder da Coalición Canaria por pedir solidariedade em relação ao acolhimento de menores migrantes que chegam ao arquipélago de forma irregular, mas ter recusado acolher o navio de cruzeiro com casos de infecção: “Se estamos pedindo ao resto da Espanha solidariedade com os menores desacompanhados, temos que oferecê-la”.
Dito isso, ele garantiu que continua “estendendo a mão” ao presidente das Canárias “em defesa do interesse geral”, mas não permitirá que “ninguém” lhe dê “lições de canarianidade”.
A REUNIÃO DE SÁBADO FOI “MUITO TENSIONADA”
Nesse sentido, ele lembrou que a última reunião que mantiveram com o governo das Canárias, na noite de sábado, foi “muito tensa”. Segundo explicou Torres, Clavijo anunciou em uma coletiva de imprensa que não iria autorizar o ancoradouro, algo que não sabiam no Executivo central, e que a principal preocupação do presidente regional era que o navio tivesse que zarpar “na noite de domingo”.
Nesse sentido, o ministro lembrou que o órgão internacional de Proteção Civil, do qual também faz parte o Governo das Canárias, já havia acordado anteriormente que o horário limite para o ancoramento seria às 19h da segunda-feira, 11 de maio, “por razões logísticas”.
“Não foi possível, nessa última reunião de sábado, chegar a um acordo, como conseguimos em outras questões, como, por exemplo, o atracamento”, comentou Torres.
A QUARENTENA “ESTÁ PROTEGIDA JURIDICAMENTE”
Por outro lado, quem foi presidente das Canárias durante a pandemia de Covid-19 afirmou que a quarentena dos 14 espanhóis que estavam no cruzeiro — entre os quais há um caso positivo de hantavírus — está “protegida judicialmente”, desde que as “autoridades sanitárias assim o determinem”.
Sobre essa questão, ele lembrou que, em 2020, no início da pandemia, foi dada a ordem para que mil pessoas, que saíram para o Carnaval de Santa Cruz, voltassem ao hotel para cumprir a quarentena de 15 dias necessária devido ao coronavírus.
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