Marta Fernández - Europa Press
MADRID 7 set. (EUROPA PRESS) -
O ministro da Política Territorial e da Memória Democrática, Ángel Víctor Torres, afirmou que é “impossível” responder à pergunta sobre quantos migrantes ainda permanecem em Ceuta um mês após a entrada em massa e destacou que já são 4.000 as pessoas que retornaram voluntariamente ao Marrocos desde 10 de agosto.
O “comando único” do governo em Ceuta também destacou que foram disponibilizadas 3.500 vagas para imigrantes e que há instalações previstas para acolher 6.000, destacando ainda que os repatiamentos serão realizados de forma “mais rápida” do que nos procedimentos habituais, devido ao reforço de pessoal na cidade autônoma.
Em entrevista à “Cadena Ser Canarias”, divulgada pela Europa Press, o ministro também se referiu à adaptação do porto de Ceuta para acolher imigrantes após a recusa do governo de Juan Jesús Vivas, apesar de, conforme lembrou o ministro, isso já ter sido acordado “por unanimidade”, conforme constam as atas. “Que alternativas temos?”, questionou.
2.000 MENORES REGISTRADOS
O titular da Política Territorial também confirmou que já são 2.000 os menores migrantes registrados, embora o número deva aumentar, pois ainda há alguns “nas ruas”, e adiantou que, após a reunião do Conselho de Ministros desta terça-feira, os dados serão atualizados.
Além disso, Torres insistiu que a prioridade é o “reagrupamento familiar” dos menores, ao mesmo tempo em que indicou que o presidente do Governo, Pedro Sánchez, não negou a “opção” de que eles sejam transferidos para a Península, em consonância com o que defende a ministra da Infância e da Juventude, Sira Rego.
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