Arsenio Zurita - Europa Press
O ministro prevê que a partida dos passageiros ocorra ainda nesse mesmo dia: “queremos fazer isso rapidamente”
MADRID, 8 maio (EUROPA PRESS) -
O ministro da Política Territorial e Memória Democrática, Ángel Víctor Torres, afirmou nesta quinta-feira que o ancoradouro do navio de cruzeiro “MV Hondius” no porto industrial de Granadilla (Tenerife) “está decidido”, a menos que as autoridades marítimas locais digam que “é impossível”.
Em declarações à 'Cadena Ser Canarias', divulgadas pela Europa Press, Torres explicou que a ministra da Saúde, Mónica García, propôs a atracação no início da reunião com o presidente das Canárias, Fernando Clavijo, e que este porto específico foi escolhido porque "há menos tráfego de pessoas", devido à sua proximidade com o aeroporto e, portanto, também para preservar a segurança dos cidadãos.
“A realização do ancoradouro é uma boa decisão. E será feito, a menos que as autoridades marítimas locais digam que é impossível. Somente se for impossível é que não será feito. Mas essa decisão já estava prevista, tomada e compartilhada também com o Governo das Canárias. Acho que é uma boa decisão”, indicou o ministro.
Questionado sobre essa afirmação, Torres insistiu que “a atracação está decidida e precisa ser feita”, além de contar com as garantias técnicas. Por sua vez, afirmou que não viu “informações oficiais” indicando que não é possível atracar no porto de Granadillas.
O titular da Política Territorial destacou que o processo de repatriação dos passageiros que chegarem às Canárias no domingo durará o menor tempo possível e prevê-se que a partida dos viajantes ocorra ainda nesse mesmo dia. “Queremos fazer isso rapidamente”, disse ele, esclarecendo que essa é uma posição também compartilhada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Ele também esclareceu que a intenção tanto do Governo da Espanha quanto do das Canárias é que o navio, assim que for possível, continue sua viagem. “Demos instruções claras de que as manobras devem ser realizadas o mais rápido possível e que o navio siga com a tripulação que possui até o destino a que deve chegar”, precisou.
Questionado sobre a desinfecção do cruzeiro à sua chegada ao porto, o titular da Política Territorial respondeu que não se pode considerar uma “situação que desconhecemos”, pois não sabem como está o navio. “O que sabemos é que as pessoas continuam chegando sem sintomas (...) Não podemos prever, neste momento, com evidência científica, a situação do navio”, declarou.
A esse respeito, ele insistiu que a decisão é que o cruzeiro “fique ancorado” no porto de Granadilla e que “as pessoas comecem imediatamente a desembarcar, sem entrar em contato com ninguém da região”, dirigindo-se diretamente aos aeroportos.
“Essa é a decisão, mas repito, também estamos, logicamente, sujeitos a considerações epidemiológicas e às opiniões dos especialistas científicos”, alertou Torres.
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