LAS PALMAS DE GRAN CANARIA 19 set. (EUROPA PRESS) -
O ministro de Política Territorial e Memória Democrática, Ángel Víctor Torres, acusou as comunidades autônomas do PP de não quererem que os menores migrantes desacompanhados que chegam às Ilhas Canárias deixem o arquipélago e advertiu que as alegações não paralisam o cumprimento da lei.
Foi o que ele disse depois de visitar o Escritório de Imigração em Las Palmas de Gran Canaria na sexta-feira, onde acrescentou que, após a declaração da contingência migratória nas Ilhas Canárias, Ceuta e Melilla, está sendo realizado um "trabalho árduo" para que os jovens que estão chegando possam ser transferidos para o continente dentro dos prazos estabelecidos após a aprovação do Decreto Real no Conselho de Ministros em 29 de agosto.
Torres lembrou que, com a continência migratória, são estabelecidas duas etapas: por um lado, para os menores que já estão nesses territórios há algum tempo, há um período de um ano, até março do próximo ano, e um processo administrativo de quatro meses para que eles sejam distribuídos pelo país.
Nesse ponto, ele explicou que as Ilhas Canárias enviaram uma série de dossiês que estão sendo analisados para ver se estão completos ou se falta alguma documentação, "se faltar documentação, ela é solicitada e o dossiê é completado".
Por outro lado, o ministro se referiu aos menores migrantes que chegam às ilhas depois que a contingência migratória foi declarada e são considerados um território com recursos saturados.
Nesse caso, há um prazo expresso, com menos dias, para que o menor seja inscrito no registro de menores desacompanhados, o que é feito pelo Ministério do Interior, o menor é entrevistado, enviado ao Ministério Público para um relatório e também enviado à Região Autônoma para onde o menor será transferido para que, se considerarem apropriado, possam apresentar suas alegações e, finalmente, a resolução relevante é assinada.
PROBLEMAS COM OS GOVERNOS REGIONAIS DO PP
Esses arquivos estarão lá", disse Torres. Esse é o trabalho que está sendo feito pela Delegação do Governo, com o Governo das Ilhas Canárias e o Ministério Público. Eles estarão completos para que possam ser encaminhados, mas onde temos problemas é nas comunidades do PP, que são as que estão reivindicando os destinos.
Dessa forma, ele deu ênfase especial ao fato de que "é aí que está o problema". "Devo dizer que somente as comunidades do Partido Popular foram as que reivindicaram, uma vez que esse menor foi informado por nome e sobrenome que ele iria para sua comunidade autônoma", observou.
Por fim, o ministro enfatizou que essa é uma alegação que também é regulamentada como uma possibilidade no processo administrativo, mas que isso não impede que esses menores frequentem esses lugares.
"Estou convencido de que, no final, eles serão recebidos como devem ser recebidos, como seres humanos que são designados para o território fronteiriço e que devem receber uma resposta solidária e justa de todo o país", concluiu.
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