Publicado 12/03/2026 07:20

Torres acusa Feijóo de "priorizar" uma derrota do Governo ao apoiar o decreto real com medidas para a guerra no Irão.

O ministro da Presidência, Justiça e Relações com os Tribunais, Félix Bolaños (à esquerda), e o ministro da Política Territorial e Memória Democrática, Ángel Víctor Torres (à direita), durante uma sessão de controle do Governo no Senado, em 3 de março de
Ricardo Rubio - Europa Press

Reivindica que o líder do PP ligue para Sánchez para “colocar-se à disposição” do Executivo diante de situações “adversas” como a do Irã MADRID 12 mar. (EUROPA PRESS) -

O ministro da Política Territorial e Memória Democrática, Ángel Víctor Torres, criticou o líder do Partido Popular, Alberto Núñez Feijóo, por votar contra as medidas do Governo “se isso significar uma derrota” do Executivo e advertiu que seria “lamentável” que os “populares” rejeitassem o decreto-lei que será aprovado no Conselho de Ministros na próxima terça-feira.

Em plena ronda de contactos com os grupos parlamentares para aprovar um pacote de medidas contra as consequências da guerra no Irão, o ex-presidente das Canárias atacou o líder da oposição, a quem acusa de ter uma “ferida interna” por não ter alcançado a presidência do Governo em 2023, segundo afirmou numa entrevista no programa “La mañanas de RNE”, recolhida pela Europa Press.

O ministro insistiu que Feijóo “não aceita” nem “entende” que Pedro Sánchez tenha conseguido se manter na Moncloa e, por isso, “é capaz de votar contra” as propostas do Executivo. E deu como exemplo a rejeição do PP à limitação do preço da energia.

Nesta linha, Torres afirmou ter sentido “muita falta” do “critério de Estado” nos partidos que governaram a Espanha e alertou que o PP deve ter “muito em conta” que a oposição “também serve para construir”. CHAMADAS DA OPOSIÇÃO

Torres também atribuiu ao PP a responsabilidade de chamar o governo em situações “adversas”, como a desencadeada após a escalada bélica no Oriente Médio. E garantiu que, durante seu mandato no governo das Ilhas Canárias, agradeceu à oposição pelos contatos para “colaborar”, “ajudar” e “colocar-se à disposição” do Executivo regional.

Da mesma forma, destacou que o ministro da Presidência, Justiça e Relações com as Cortes, Félix Bolaños, está a estabelecer pontes com o PP para ouvir as suas propostas e obter o seu apoio para a votação do decreto. “Vamos finalizar as propostas” depois de “conhecer” as “opiniões” dos diferentes grupos parlamentares, afirmou Torres.

INTIMAÇÃO COMO TESTEMUNHA NO 'CASO KOLDO' O titular da Política Territorial defendeu que sua intimação como testemunha no julgamento do 'caso Koldo', que será realizado em abril, é um "procedimento normal" que responde ao pedido da defesa do ex-ministro dos Transportes José Luis Ábalos.

Em relação às conversas com o ex-assessor de Ábalos no Ministério, Koldo García, sobre pagamentos pendentes por material sanitário quando era presidente das Canárias, ele salientou que a Unidade Central Operativa (UCO) da Guarda Civil concluiu em um relatório que “não há nenhuma atitude que esteja à margem da lei”.

Torres rejeitou que sua intervenção “favorecesse alguém” e a limitou à obrigação de pagar o dinheiro a uma empresa que vendeu material sanitário ao Executivo das Ilhas Canárias durante a pandemia. “O contrário seria não cumprir a legalidade”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado