YURIY NEDOPEKIN/ ENVATO - Arquivo
VALÈNCIA 26 jun. (EUROPA PRESS) -
Um grupo de pesquisa do Instituto de Tecnologia Química (ITQ) - um centro de pesquisa conjunto do Conselho Nacional de Pesquisa da Espanha (CSIC) e da Universidade Politécnica de Valência (UPV) - desenvolveu dois novos catalisadores, substâncias que aceleram uma reação química, capazes de obter precursores para produtos químicos e combustíveis a partir do dióxido de carbono, o principal gás de efeito estufa.
Eles fazem isso por meio de indução magnética, uma tecnologia eficiente e sustentável, graças às propriedades desses catalisadores. Os avanços foram publicados na revista ACS Catalysis.
Um catalisador é uma substância que acelera uma reação química sem ser consumida. Os novos catalisadores desenvolvidos pelo ITQ são compostos de nanopartículas de cobalto encapsuladas em carbono. Quando um campo magnético é aplicado, esses materiais atuam simultaneamente como catalisadores e como agentes de aquecimento, nesse caso por indução magnética.
O aquecimento por indução magnética, o princípio usado em fogões de indução, é uma tecnologia mais eficiente e sustentável em comparação com as formas convencionais de aquecimento, como fornos de resistência elétrica ou a gás. A pesquisa conduzida pelo ITQ demonstrou que o uso do aquecimento por indução magnética com esses novos catalisadores permite a operação em temperaturas locais mais baixas, mas com temperaturas de superfície altas e controladas.
Os catalisadores foram testados em uma reação química bem conhecida (Reverse Water Gas Shift), uma reação fundamental para transformar o dióxido de carbono em produtos úteis, nesse caso, monóxido de carbono e vapor de água. O dióxido de carbono é um gás que faz parte da atmosfera. Ele é produzido pela respiração, pela queima de combustíveis fósseis e por processos industriais. Seu excesso na atmosfera retém o calor do sol, um fenômeno conhecido como efeito estufa que causa o aquecimento global.
O sistema de aquecimento por indução magnética demonstrou uma eficiência energética sem precedentes na produção de monóxido de carbono com um dos catalisadores. Além disso, eles conseguiram operar o catalisador por mais de 200 horas sem perda significativa de atividade ou necessidade de reativação, garantindo a operação contínua e sustentável do processo. E obtiveram uma conversão de dióxido de carbono de mais de 70%.
PROCESSOS INDUSTRIAIS SUSTENTÁVEIS
Os resultados dessa pesquisa têm aplicações claras no campo da captura e utilização de carbono e, principalmente, na produção mais limpa e econômica de gás de síntese a partir do dióxido de carbono. O gás de síntese é um intermediário químico obtido de substâncias que contêm carbono e que passam por um processo químico em altas temperaturas.
"O gás de síntese é essencial para a fabricação de combustíveis e produtos químicos, de modo que os avanços alcançados podem ser integrados em processos industriais sustentáveis e eletrificados com uma pegada de carbono menor, em linha com a transição energética", explica Pascual Oña, cientista sênior do CSIC no ITQ (UPV-CSIC) e autor da pesquisa, em um comunicado.
A pesquisa faz parte do projeto europeu Laurelin, que tem como objetivo desenvolver tecnologias avançadas para converter dióxido de carbono em metanol renovável usando diferentes tecnologias emergentes, como indução magnética, plasma e/ou micro-ondas.
Além do ITQ, outros participantes incluem o Instituto de Investigaciones Químicas (CSIC-Universidade de Sevilha); a University College of London e o Research Complex at Harwell (Reino Unido); e o Laboratoire de Physique et Chimie des Nano-Objets (LPCNO), que reúne o CNRS, o INSA e a Université de Toulouse (França).
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático