Publicado 11/09/2026 21:26

Toque de queda até 30 de setembro em quatro províncias para reforçar o combate ao crime

Archivo - Arquivo - QUITO, 8 de abril de 2024  -- Policiais equatorianos montam guarda próximo à embaixada do México em Quito, Equador, em 7 de abril de 2024. O México suspendeu suas relações diplomáticas com o Equador depois que a polícia equatoriana inv
Liao Siwei / Xinhua News / Europa Press - Arquivo

MADRID 12 set. (EUROPA PRESS) -

O governo do Equador, liderado pelo presidente Daniel Noboa, anunciou um novo toque de recolher em quatro províncias do país entre os dias 17 e 30 de setembro, no âmbito da estratégia adotada pelas autoridades para reforçar a luta contra organizações do crime organizado.

A restrição à liberdade de circulação afetará as províncias de Guayas, Manabí, Los Ríos e El Oro e estará em vigor todos os dias das 00h00 às 05h00 (hora local). A medida entrará em vigor na madrugada do dia 17 de setembro e terminará às 23h59 do dia 30 do mesmo mês.

O ministro do Interior, John Reimberg, apresentou a decisão como uma intervenção de caráter temporário e territorialmente delimitada, que será acompanhada por um reforço das operações de segurança nas áreas afetadas.

“O toque de recolher será temporário, direcionado e acompanhado por um amplo destacamento de segurança”, afirmou Reimberg em uma mensagem publicada nesta sexta-feira em suas redes sociais, enquanto se aguarda que o presidente Noboa formalize a medida por meio do respectivo decreto executivo.

O Executivo solicitou a colaboração dos moradores das quatro províncias durante o período de aplicação da restrição, argumentando que o objetivo prioritário é reforçar a proteção da população e contribuir para restaurar a segurança e a normalidade.

SEM AUTORIZAÇÕES DE CIRCULAÇÃO DURANTE O HORÁRIO DE RESTRIÇÃO

As autoridades equatorianas informaram ainda que não concederão autorizações de circulação para facilitar a locomoção durante o horário em que o toque de recolher estiver em vigor.

As isenções ficarão restritas a determinados grupos ligados a serviços essenciais, emergências e atos judiciais. Especificamente, os profissionais de saúde e o pessoal dedicado ao atendimento de emergências poderão circular durante a madrugada, conforme informou o jornal equatoriano “El Universal”.

Também estarão autorizados promotores e advogados que possuam a devida credencial para participar de audiências de flagrante delito. Os jornalistas também poderão circular para realizar trabalhos de cobertura jornalística, desde que estejam devidamente identificados, e deverão realizar seu trabalho acompanhados pelas forças de segurança do país.

“Somente o pessoal de primeira resposta poderá circular durante esse horário: profissionais de saúde, pessoal de atendimento a emergências, promotores e advogados devidamente credenciados para audiências de flagrante delito. Quanto à mídia, somente poderá realizar coberturas devidamente identificada e sempre acompanhada pelas forças de segurança”, esclareceu o ministro.

O restante da população deverá permanecer em suas residências durante o horário estabelecido. De acordo com o Executivo, a medida visa facilitar as ações das forças de segurança contra as estruturas criminosas que operam no Equador durante as duas semanas de vigência da restrição.

TERCEIRO TOQUE DE QUEDA DO ANO

O novo toque de queda será o terceiro decretado pelo governo equatoriano em 2026. A primeira medida desse tipo foi adotada no último dia 13 de março e afetou Guayas, Los Ríos, El Oro e Santo Domingo de los Tsáchilas.

Posteriormente, o Executivo aprovou, em 28 de abril, um segundo regime de restrições por meio do Decreto 270. Naquela ocasião, a suspensão de determinados direitos, entre eles a liberdade de circulação, foi estendida a Guayas, Manabí, Santa Elena, Los Ríos, El Oro, Pichincha, Esmeraldas, Santo Domingo de los Tsáchilas e Sucumbíos, além de vários cantões de Cotopaxi, Bolívar e Cañar.

Ambas as decisões foram adotadas no contexto de estados de exceção previamente declarados pelo presidente Noboa, que, além disso, renovou no último dia 14 de agosto, por mais 30 dias, o estado de exceção devido a grave agitação interna em Guayas, Manabí, Santa Elena, Los Ríos, El Oro, Pichincha, Esmeraldas, Santo Domingo de los Tsáchilas, Sucumbíos e Azuay, bem como nos cantões de La Maná, Las Naves e La Troncal.

O anúncio feito por Reinberg nesta sexta-feira insere o novo toque de recolher nessa política de segurança e responde, segundo o governo, à necessidade de concentrar recursos e operações contra o crime organizado no país.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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