Publicado 28/05/2026 05:28

Tolón defende que a equidade e o uso da IA sejam abordados na estratégia ibero-americana de educação

A ministra da Educação, Formação Profissional e Esportes, Milagros Tolón, na inauguração da XXIX Conferência Ibero-Americana de Ministros da Educação no Palau de Pedralbes, em Barcelona
LORENA SOPENA - EUROPA PRESS

Ela defende que a cooperação entre essas regiões tem um “enorme valor político”

BARCELONA, 28 maio (EUROPA PRESS) -

A ministra da Educação, Formação Profissional e Esportes, Milagros Tolón, defendeu que a estratégia ibero-americana de educação aborde a equidade e o combate à segregação, a digitalização e o uso da inteligência artificial (IA), a formação profissional (FP) e a resiliência dos sistemas educacionais.

Ela fez essa declaração na inauguração da XXIX Conferência Ibero-Americana de Ministros da Educação no Palau de Pedralbes, em Barcelona, que reúne nesta quinta-feira ministros e embaixadores de vários países ibero-americanos no principal fórum político de concertação em educação e formação.

Tolón afirmou que é necessário avançar na construção dessa estratégia ibero-americana para que ela se torne uma ferramenta útil e um marco de colaboração “capaz de transformar o diálogo político em avanços concretos para estudantes, professores e comunidades”.

“Porque a educação não é apenas mais uma política pública. A educação determina a solidez de nossas democracias, a coesão de nossas sociedades e a capacidade de nossos países de reduzir as desigualdades”, afirmou.

Defendeu que a cooperação ibero-americana tem um “enorme valor político” devido aos laços históricos e culturais e defendeu a necessidade de alcançar acordos concretos diante dos grandes desafios comuns.

O encontro em Barcelona faz parte das cúpulas setoriais que servem de preparação para a XXX Cúpula Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo, a ser realizada em Madri em novembro de 2026.

O PAPEL DA IA

A ministra sustentou que o momento atual é de transformação devido às mudanças sociais, econômicas e tecnológicas, e que os sistemas educacionais não podem ignorar a abordagem da IA porque “ela já está transformando” a forma de aprender, ensinar e acessar o conhecimento.

“A questão não é se devemos utilizá-la ou não, mas como a utilizamos com garantias e cumprindo nossos objetivos. Devemos garantir que a tecnologia amplie as oportunidades e não reproduza desigualdades”, e defendeu um uso ético e responsável dos dados.

A FORMAÇÃO PROFISSIONAL É UMA “FERRAMENTA DECISIVA”

Em relação à formação profissional, afirmou que muitos países a consideraram por muito tempo uma “via secundária”, mas que agora se trata de uma ferramenta decisiva para o emprego, a inovação e as oportunidades.

Ele defendeu a modernização e flexibilização da formação profissional, e que ela deve ser transformada para “acompanhar as pessoas ao longo de toda a sua vida profissional em um contexto econômico e tecnológico em constante mudança”.

RESILIÊNCIA DO SISTEMA

Tomando a pandemia como exemplo, ela apontou como desafio importante a resiliência dos sistemas educacionais diante de emergências climáticas, crises sanitárias ou ameaças cibernéticas, e afirmou que o sistema deve ser preparado para responder e garantir o direito à educação nesses cenários.

“Garantir a continuidade educacional também faz parte da proteção de uma sociedade democrática”, avaliou.

COMBATER A SEGREGAÇÃO

Segundo a ministra, o que une esses três eixos que serão abordados na cúpula (IA, FP e resiliência do sistema) é a equidade e a inclusão, que “não podem se limitar a uma declaração retórica”, mas sim à forma como os recursos públicos são distribuídos.

Para isso, ela destacou a necessidade de saber como combater a segregação no âmbito digital para que ela não se torne uma nova forma de exclusão: “A inovação só faz sentido se servir para ampliar os direitos e também as oportunidades”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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