Carlos Luján - Europa Press
MADRID 30 abr. (EUROPA PRESS) -
A ministra da Educação, Formação Profissional e Esportes, Milagros Tolón, criticou a declaração do suposto intermediário do “caso Koldo”, o empresário Víctor de Aldama, que acusou o presidente do Governo, Pedro Sánchez, de ser o “número um” de uma organização criminosa com hierarquias, e demonstrou sua confiança de que a justiça o colocará “no seu lugar”.
No julgamento que está ocorrendo no Supremo Tribunal pelo “caso máscaras”, Aldama também afirmou que o chefe do Executivo “sabia de tudo” e apontou que o ex-ministro José Luis Ábalos e seu ex-assessor Koldo García queriam que as construtoras ajudassem no “financiamento do PSOE”, pelo que também declarou ter pago a ambos entre 3, 4 e 5 milhões de euros.
Tolón definiu o depoimento de Aldama como “mais do mesmo”. “Ele não disse nada de novo, o que faz é usar a mentira como seu modo de vida”, afirmou a ministra no programa “Los desayunos informativos de Europa Press”.
A ministra da Educação insistiu que a corrupção “prejudica muito a democracia” e que o PSOE tem “tolerância zero”. Como prova disso, ela defendeu que os socialistas deram o exemplo ao expulsar “imediatamente” os membros envolvidos em casos sob investigação, tanto “do partido quanto de todas as instituições”, uma medida que, segundo ela denunciou, o PP “não tomou”.
Questionada sobre por que o PSOE não moveu ação judicial contra Aldama, Tolón demonstrou sua “confiança” de que a justiça colocará “no seu lugar” esses “personagens que causaram tanto dano à sociedade e ao Partido Socialista”. “Estou convencida de que eles acabarão na prisão”, concluiu.
A ministra valorizou todas as pessoas que trabalham gratuitamente “em todas as cidades da Espanha” na política, da qual se definiu como “defensora”. “Diante desses canalhas, temos uma sociedade que dedica sua vida à política sem receber um euro”, concluiu Tolón.
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