SANTANDER, 27 mar. (EUROPA PRESS) -
A associação cantábrica Tolerancia 0 al Bullying condenou "veementemente" o caso de bullying contra o aluno com deficiência motora na escola Leonardo Torres Quevedo, em Santander, e pediu às autoridades educacionais e judiciais competentes que "tomem providências" e garantam "uma sanção exemplar".
Em um comunicado enviado após a divulgação, nesta quarta-feira, de um vídeo em que alguns alunos do Torres Quevedo repreendem e até batem em outro aluno com deficiência motora, transmitido pelo programa 'El programa de Ana Rosa', a Tolerancia 0 al Bullying exigiu "consequências e sanções não apenas para os menores agressores, que devem ser voltadas para a reeducação, mas também para as escolas que não tomam medidas ou o fazem de forma vaga e incompetente em situações de violência escolar".
"As agressões, humilhações e a situação de violência marcada pela discriminação não podem ficar impunes", ressaltou o grupo, que considera que, em situações como a atual, é preciso agir "com extrema rapidez e contundência, em virtude da proteção do bem-estar integral do menor, o que inclui tomar decisões rápidas que garantam sua segurança no centro educacional".
Em sua opinião, a realidade do menor agredido, que continua a conviver com os agressores na escola, é "um sinal da inadequação dos protocolos e medidas adotados até o momento".
"ESSES NÃO SÃO INCIDENTES ISOLADOS".
A Tolerância 0 ao Bullying denunciou que "olhar para o outro lado e não administrar adequadamente os conflitos que surgem no ambiente escolar continua sendo "a tônica habitual com a qual as famílias se deparam quando levam essas situações ao seu conhecimento".
Considera que os fatos ocorridos nessa escola são "muito graves e ameaçam a integridade física e psicológica da criança, além de prejudicar significativamente o desenvolvimento da boa convivência no ambiente educacional".
Também advertiu que, "infelizmente", esse tipo de incidente "não é uma exceção para a comunidade educacional", pois estima-se que "entre 10% e 15% dos alunos são vítimas de violência por parte de seus colegas de classe".
"Embora os eventos relatados sejam extremamente graves, levando em conta as circunstâncias da criança agredida, eles não são isolados e compartilham a história desoladora de uma infância e adolescência marcada pela violência escolar", disse.
TIRAR O BULLYING DO "JOGO POLÍTICO".
Por outro lado, ele alertou que o bullying "não é algo para crianças, nem é uma carta no jogo político".
"As políticas de tolerância zero com relação à violência nas escolas devem ser unânimes, longe do debate político", afirmou ele, e pediu aos diferentes representantes que "unam forças e legislem em benefício das crianças em idade escolar". Ele também ressaltou que "ações violentas não são combatidas com violência".
A Tolerancia 0 al Bullying ofereceu sua ajuda "de forma totalmente altruísta" à família afetada, bem como a qualquer pessoa que se encontre em uma situação de violência escolar, e incentivou as instituições a continuarem trabalhando para erradicar a violência da sala de aula. "Todos nós temos um grande papel a desempenhar, não vamos virar a página", disse ela.
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