Publicado 19/03/2025 13:00

Todo lo que no sé' explora o desconforto do "egoísmo feminino" no Festival de Málaga

Photocall de 'Todo lo que no se vé' no Festival de Málaga
FESTIVAL DE CINE/ALEX ZEA

MALAGA 19 mar. (EUROPA PRESS) -

Nesta quarta-feira, no 28º Festival de Cinema de Málaga, a diretora Ana Lambarri apresentou seu filme de estreia 'Todo lo que no sé' (Tudo o que não sei), um filme que concorre na seção oficial. É uma história atípica sobre ambição, mudança e ruptura das expectativas de gênero.

O enredo acompanha Laura, uma mulher de 35 anos presa a uma vida monótona, cuja rotina é quebrada quando um antigo colega propõe que ela assuma um projeto tecnológico. Em sua busca por sucesso e redescoberta, suas decisões abalam seu ambiente e a confrontam com o preço de priorizar a si mesma.

A roteirista e diretora Ana Lambarri participou de uma coletiva de imprensa sobre a peça no cinema Albéniz, juntamente com os produtores Yadira Ávalos, David Torres e Carlos Guerrero, bem como a atriz Susana Abaitua, que participou do evento por meio de um telegrama.

"Em todo o meu trabalho há muita incomunicação. É uma busca por personagens que não se atrevem a dizer coisas e isso gera uma série de conflitos", explicou Lambarri, que garantiu que o filme é "feito com todo o carinho do mundo".

O enredo, como ela definiu, reflete sobre como "quando uma mulher começa a tomar uma série de decisões para priorizar a si mesma, as opiniões começam a surgir e o ambiente ao seu redor começa a se desenvolver".

"Eu queria fazer um filme relacionado ao egoísmo feminino, e acho que conseguimos", resumiu a cineasta, que analisou que o público fica "perturbado" com a dissonância de ver "um comportamento associado à masculinidade em uma mulher".

Para a autora, é "muito bom" que essa protagonista "muitas vezes não seja compreendida e possa até mesmo não ser apreciada". Sua intérprete, Susana Abaitua, compartilhou que eles trabalharam na construção da personagem com base na empatia por suas ações.

"Trabalhamos muito na compreensão dos personagens para não chegarmos ao set e nos revoltarmos. Tivemos que entender a cabeça do personagem e até aprender com ele", lembrou a atriz.

A produtora Yadira Álvarez agradeceu às entidades que financiaram o filme: "O projeto, quando o movemos, gerou curiosidade e as pessoas queriam fazer parte dele", disse ela.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contenido patrocinado