'LA CHICA ZURDA' - CEDIDA POR SEMINCI
O diretor convida você a mergulhar em Taipei nesse drama com tons cômicos contado pelos olhos de uma jovem, estrelado por Sean Baker.
VALLADOLID, 26 out. (EUROPA PRESS) -
O cineasta Shih-Ching Tsou, nascido nos Estados Unidos e em Taiwan, renomado produtor de filmes dirigidos por Sean Baker, realizou "The Left-Handed Girl", uma história frenética e comovente sobre a resiliência feminina e as relações em uma família que vive na movimentada Taipei.
O filme, que é sua estreia como diretora solo - ela co-dirigiu 'Take Out' (2004) com Baker - estreou na Espanha como parte do 70º Festival Internacional de Cinema de Valladolid (Seminci), onde está competindo na Seleção Oficial depois de uma aclamada apresentação na Semana da Crítica de Cannes.
Também selecionado como candidato de Taiwan ao Oscar de 2026, "The Left-Handed Girl" leva o espectador às ruas coloridas e movimentadas de Taipei, onde Shu-Fen (Janet Tsai) retorna para abrir uma barraca de macarrão em um mercado noturno após sua separação.
Ela retorna ao seio de sua família com suas filhas, I-Ann (Shih-Yuan Ma), agora uma jovem mulher, e I-Jing (Nina Ye), uma tenra criança de cinco anos cujo olhar o diretor usa para capturar tudo o que acontece com três gerações de mulheres.
Com um ritmo vertiginoso, "um reflexo da memória das crianças", como a cineasta indicou neste domingo durante sua visita a Valladolid, o filme mostra as protagonistas femininas em diferentes estágios, aborda as dificuldades econômicas e trata das relações familiares, apresentando também os pais de Shu-Fen.
Enquanto a figura da avó e seus negócios ilegais desempenham um papel mais cômico, a superstição do avô sobre o fato de sua neta mais nova ser canhota constrói outra parte da história do filme. Diante do comportamento de I-Jing e do fato de ela ser canhota, o avô diz a ela que essa é a "mão do diabo".
Essa frase, que reflete as diferenças entre a tradição e a modernidade, foi ouvida pela própria diretora do filme de seu próprio avô, uma crença que inspirou essa proposta de filme que vem sendo elaborada desde o início do século XXI, quando Shih-Ching Tsou e Sean Baker se conheceram e conversaram sobre a realização de filmes juntos.
Em 2001, como contou a cineasta, eles voltaram a Taiwan para filmar, filmaram no mercado e definiram a história, a família e as meninas, momento em que perceberam que se tratava de um projeto "muito grande" que "custaria muito dinheiro".
O projeto foi finalmente finalizado para ser lançado em 2025, com uma proposta aclamada produzida, co-escrita e editada por Sean Baker, cuja influência pode ser vista nesse drama com toques cômicos.
Taipei é outro personagem dessa proposta. Desde o primeiro momento, sempre pelos olhos da garota, leva o público aos espaços caóticos da cidade, como o mercado, onde tudo foi filmado com um celular iPhone para facilitar, de acordo com Shih-Ching Tsou, que explicou que contou com uma equipe "pequena" de 20 pessoas e optou por processos de filmagem "mais simples".
Assim, com fotografia de Ko-Chin Chen e Tzu-Hao Kao, o filme deslumbra visualmente ao capturar as luzes, as cores e o barulho de uma cidade que vive a toda velocidade.
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