Publicado 30/06/2025 17:29

Testemunha-chave no julgamento de corrupção da Lava Jato no Peru é encontrada morta

Archivo - Arquivo - 27 de maio de 2019, Lima, PERU: LIMA, SEGUNDA-FEIRA, 27 DE MAIO DE 2019...O PODER JUDICIÁRIO AVALIARÁ O RECURSO DE APELAÇÃO APRESENTADO POR SUSANA VILLARAN E JOSE MIGUEL CASTRO POR ASSOCIAÇÃO ILÍCITA AO CRIME POR COIMAS RECEBIDAS PARA
Europa Press/Contacto/El Comercio - Arquivo

MADRID 30 jun. (EUROPA PRESS) -

O corpo sem vida do ex-gerente municipal da cidade de Lima, José Miguel Castro, considerado uma testemunha-chave no caso de corrupção da Lava Jato e, em particular, contra a ex-prefeita da capital peruana Susana Villarán, que supostamente recebeu dinheiro das construtoras brasileiras OAS e Odebrecht, foi encontrado em sua casa neste domingo.

O corpo de Castro foi encontrado em sua casa no distrito de Miraflores, em Lima, em seu quarto, de bruços e com um corte de 14 centímetros na veia jugular, segundo a polícia. Uma faca de cozinha afiada e uma faca sem corte foram encontradas ao lado do corpo, e a fechadura do quarto apresentava sinais de ter sido forçada.

O promotor responsável pelo caso, Domingo Pérez, expressou seu pesar pela morte de Castro. "Estávamos esperando a valiosa contribuição que ele poderia ter dado no julgamento que começará em 23 de setembro contra Susana Villarán e outros que estão sendo investigados. Ele também era um dos acusados, mas estava se submetendo à justiça e esperávamos que ele pudesse dar seu testemunho sobre os eventos que ocorreram", disse ele em uma entrevista à estação de rádio Exitosa.

"Esperamos que o julgamento possa ser realizado regularmente apesar dessa situação. Ainda não sabemos as causas de sua morte e esperamos que sejamos informados em tempo hábil", acrescentou Pérez.

Villarán, de acordo com a acusação, recebeu três milhões de dólares da Odebrecht para lutar em uma campanha para destituí-la do cargo por incompetência, enquanto a OAS lhe deu sete milhões para a mesma campanha e para tentar a reeleição ao cargo e continuar a conceder concessões de obras públicas e outros benefícios.

A acusação prevê 29 anos de prisão para Villarán e 25 anos e cinco meses para Castro, que é acusado de ter atuado como destinatário do dinheiro ilícito.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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