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MADRID, 10 jun. (EUROPA PRESS) -
O Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira a imposição de sanções contra nove pessoas e entidades no Irã e na China, acusadas de terem tentado adquirir material militar para a Guarda Revolucionária Iraniana.
Os afetados pela medida do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês) são cinco cidadãos, quatro deles de nacionalidade chinesa e o quinto iraniano, além de quatro empresas, todas com sede em Hong Kong, exceto uma com sede em Xangai, conforme indicado pelo Tesouro em um comunicado.
Os sancionados “facilitaram a aquisição de armas para a Guarda Revolucionária e o Ministério da Defesa” do Irã, enquanto uma das empresas de Hong Kong foi sancionada por “operar dentro da rede bancária clandestina do Irã e tentar realizar transações relacionadas à aquisição de armas”.
O departamento liderado por Scott Bessent enquadrou essas sanções na “Operação Fúria Econômica” contra o país asiático, com a qual “congelou os ativos do regime iraniano, afetou gravemente sua economia e desmantelou o aparato bélico iraniano”. “O Tesouro não tolerará qualquer tipo de apoio ao Exército iraniano”, afirmou ele a esse respeito.
Por sua vez, o Departamento de Estado anunciou sanções contra duas empresas e duas pessoas sediadas no Irã e na Bielorrússia pelo mesmo motivo.
Assim, o Departamento de Estado dos Estados Unidos indicou que as medidas adotadas “apoiam a aplicação das sanções (...) das Nações Unidas contra o Irã, restabelecidas como consequência direta do incumprimento significativo, por parte do Irã, de seus compromissos nucleares”.
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