Eduardo Parra - Europa Press
MADRID 8 set. (EUROPA PRESS) -
A deputada do Más Madrid no grupo Sumar no Congresso, Tesh Sidi, respondeu nesta terça-feira ao porta-voz parlamentar do ERC, Gabriel Rufián, afirmando que o conceito de “ordem e lei” que ele propõe para a gestão da imigração “não é novo” e pertence à “extrema direita e à direita”, embora considere que o debate sobre esse assunto seja bem-vindo, desde que acompanhado de propostas.
Em uma mensagem publicada nesta segunda-feira no 'X', Rufián criticou a esquerda alternativa por “dar como perdida” parte da população, reivindicando um espaço para uma esquerda “de maioria e centrada nos problemas, e não no léxico”. A mensagem foi publicada dias após sua participação no Congresso, na qual ele exigiu uma resposta à imigração baseada em “ordem, inclusão, direitos” e na recuperação das vias legais de entrada.
Questionada sobre o assunto em uma coletiva de imprensa no Congresso, Sidi perguntou ao deputado republicano “o que é ordem e o que é lei, e para quem” e destacou que foram essas premissas que serviram para perseguir os líderes do “procés” após o referendo ilegal de independência e que “impediram a normalidade na Catalunha”.
“Há ordem na Espanha, há lei na Espanha”, ressaltou a deputada, que também afirmou que a Espanha é “um dos países mais punitivos da Europa” e direcionou o debate para quais são as propostas diante de questões como o modelo de acolhimento, os vistos ou a gestão da imigração.
OS IMIGRANTES “NÃO SÃO SERES DE LUZ”
Sidi questionou se o debate deve se concentrar em “1%” apontado como problema ou nos 99% e em questões como moradia ou emprego. “A segurança, a ordem e a lei podem ser garantidas por meio do direito à moradia”, acrescentou.
Ela também reconheceu a existência de um “sentimento de medo” e acusou o PSOE de ter feito, com sua gestão da crise de Ceuta, “a melhor proposta que já deu à extrema direita”, em referência ao Vox, ao considerar que essa gestão gerou um “imaginário coletivo” que foi posteriormente explorado.
No entanto, a deputada do Sumar defendeu que ter “empatia” por esses medos não deve levar a questionar a existência da “ordem e da lei” e pediu que se concentrem nas soluções. “Que os migrantes não sejam seres de luz é algo que todos sabemos”, disse ela, acrescentando que a “grande maioria” daqueles que chegam à Espanha o faz para contribuir e ter uma vida digna.
A IMIGRAÇÃO “NÃO É UM ERRO DA ESQUERDA”
“A lei se aplica igualmente a todo sujeito de direito que cruza essas fronteiras. Portanto, o debate é bem-vindo, mas com propostas”, reforçou.
Sidi já havia respondido nesta quarta-feira a Rufián na rede social ‘X’, onde o alertou de que é “perigoso se considerar alheio à esquerda como coletivo e aos seus erros”, além de ressaltar que “a imigração não é um erro da esquerda”.
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