LORENA SOPENA-EUROPA PRESS
MADRID, 10 jul. (EUROPA PRESS) -
O secretário-geral do PP, Miguel Tellado, afirmou que houve uma “nova acusação contra um dos principais figuras do sanchismo” e apontou diretamente para o presidente do Governo, Pedro Sánchez, depois que o juiz que investiga o ‘caso Leire Díez’ decidiu indiciar Juan Manuel Serrano, seu ex-chefe de gabinete.
“P.S. se aquece, você sai — e não exatamente para fazer enduro nas montanhas”, afirmou Tellado em uma mensagem na rede social ‘X’, divulgada pela Europa Press, logo após tomar conhecimento dessa decisão do juiz Santiago Pedraz.
O magistrado cita Serrano — ex-presidente dos Correios e ex-chefe de gabinete de Sánchez — como investigado, após pedido do Ministério Público Anticorrupção e depois que a Unidade Central Operativa (UCO) da Guarda Civil atribuiu a ele uma “participação proeminente” nas duas supostas tramas do caso: supostas irregularidades em contratos públicos e manobras para desestabilizar processos judiciais, segundo fontes jurídicas.
AFIRMA QUE SERRANO ERA “AMIGO ÍNTIMO” DE SÁNCHEZ
Tellado destacou que se trata de uma “nova acusação contra um figurão do sanchismo”. “O ex-chefe de gabinete de Sánchez, seu amigo íntimo, que, segundo aponta a UCO, utilizou os Correios para cofinanciar a rede de corrupção junto com Santos Cerdán. Parece que as chistorras de Ferraz não davam conta de tanto suborno e extorsão”, acrescentou.
Em termos semelhantes, se expressou a porta-voz do Grupo Popular no Congresso, Ester Muñoz, que garantiu, após tomar conhecimento da acusação contra Serrano, que “o círculo está se estreitando”. Na sua opinião, “já quase não restam barreiras” e “as saídas estão se esgotando”.
“Lembrem-se de que agora eles estão mais perigosos do que nunca. Estamos descobrindo tudo o que eles foram capazes de fazer para mantê-lo no poder”, alertou Ester Muñoz em uma mensagem na mesma rede social.
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