Publicado 23/07/2026 05:54

Tellado afirma que Sánchez “comprou Yolanda Díaz” com a OIT em troca do “silêncio” do Sumar em relação à corrupção

Ele afirma que a prioridade nacional nas contas da Comunidade Autônoma de Valência é “dar ênfase ao enraizamento” e que Patxi López já aplicava isso quando era lehendakari

Archivo - Arquivo - O secretário-geral do PP, Miguel Tellado
DAVID DE HARO - EUROPA PRESS - Arquivo

MADRID, 23 jul. (EUROPA PRESS) -

O secretário-geral do PP, Miguel Tellado, afirmou nesta quinta-feira que o presidente do Governo, Pedro Sánchez, “comprou” a segunda vice-presidente e ministra do Trabalho e da Economia Social, Yolanda Díaz, com uma proposta sobre a Organização Internacional do Trabalho (OIT) em troca do “silêncio” do Sumar em relação aos supostos casos de corrupção que afetam o governo e o PSOE.

O Governo propôs Yolanda Díaz para concorrer à direção-geral da Organização Internacional do Trabalho, conforme divulgado pela Moncloa em um comunicado nesta quinta-feira. O chefe do Executivo, Pedro Sánchez, divulgou a notícia por meio de sua conta na rede social ‘X’, na qual afirmou que é uma “honra” anunciar essa candidatura.

Segundo Tellado, esse é o “preço que Yolanda Díaz cobrou para encobrir a corrupção de Sánchez”. “Assim tudo fica mais claro”, afirmou ele em uma mensagem na rede social ‘X’, divulgada pela Europa Press.

“ELA TINHA UM PREÇO” E ERA “UMA SAÍDA LUCRATIVA”

Na mesma linha, ele se pronunciou posteriormente em uma entrevista ao ‘Telencico’, onde lembrou que, há semanas, já haviam perguntado a Yolanda Díaz no Congresso “o que mais precisaria acontecer para que ela abandonasse este governo corrupto”.

“E a verdade é que agora já entendemos tudo. Sánchez comprou Yolanda Díaz, oferecendo-lhe um cargo na OIT em troca de que seu apoio a este governo se mantenha nos próximos meses”, declarou.

Segundo Tellado, Yolanda Díaz “tinha um preço” e “era encontrar para ela uma saída do governo que fosse economicamente vantajosa”. “E foi isso que Sánchez lhe ofereceu hoje, e é isso que explica o silêncio do Sumar diante de todos os casos de corrupção que cercam Pedro Sánchez”, disse ele, concluindo: “A senhora Yolanda Díaz tinha um preço, e o preço era a OIT”.

“SEM DIVERGÊNCIAS” ENTRE PP E VOX SOBRE A PRIORIDADE NACIONAL

Depois que o PP e o Vox aprovaram nas Cortes de Valência o orçamento, que consagra na lei a ‘prioridade nacional’, Tellado indicou que não haverá “divergências na defesa da prioridade nacional entre o Partido Popular e o Vox”.

Tellado destacou que a prioridade nacional endossada pelo PP e pelo Vox nos acordos da Extremadura, Aragão, Castela e Leão e Andaluzia “não passa de dar prioridade ao vínculo das pessoas com o local de residência na hora de acessar os serviços públicos”.

“Foi isso que combinamos, é isso que defendemos, é isso que nos parece razoável”, ressaltou, acrescentando que é algo que “muitos governos já vinham fazendo ao longo das últimas décadas em nosso país”, citando o caso de Patxi López quando foi “lehendakari no País Basco”.

É A HORA DO RETORNO DE PUIGDEMONT?

Ao ser questionado se acredita que é o momento de o ex-presidente Carles Puigdemont retornar à Espanha, o secretário-geral do PP afirmou que “isso deve ser decidido pela Justiça, de acordo com a legislação vigente”. “E, portanto, não é uma decisão política sobre a qual o Partido Popular deva se pronunciar. E, por isso, acreditamos que não nos cabe a nós”, indicou.

Questionado sobre a possibilidade de negociar o Orçamento com Puigdemont, Tellado afirmou que o ex-presidente da Generalitat “não está no Congresso dos Deputados” e, portanto, não é um “interlocutor” do PP.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado