Publicado 11/09/2026 04:54

Teerã e Seul discutem a situação no Oriente Médio diante de uma possível mobilização da Coreia do Sul no Estreito de Ormuz

Archivo - Arquivo - COREIA DO SUL, GYEONGJU - 30 DE OUTUBRO DE 2025: O ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul, Cho Hyun, dá uma entrevista coletiva na cúpula da APEC 2025
Valery Sharifulin / Zuma Press / Europa Press

O ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul informa a Araqchi que ainda não há uma decisão definitiva, em meio a advertências do Irã

MADRI, 11 set. (EUROPA PRESS) -

Os ministros das Relações Exteriores da Coreia do Sul e do Irã, Cho Hyun e Abbas Araqchi, respectivamente, mantiveram nesta sexta-feira uma conversa sobre a situação no Oriente Médio, em meio às discussões em Seul sobre um possível envio de forças militares ao Estreito de Ormuz, uma possibilidade que já provocou advertências de Teerã.

O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul indicou em um comunicado que a conversa ocorreu a pedido de Araqchi e acrescentou que ambos “discutiram a situação atual no Oriente Médio, as relações bilaterais e a proteção dos cidadãos sul-coreanos no exterior”.

“Cho expressou sua profunda preocupação com a recente situação no Oriente Médio e manifestou seu desejo de que a paz e a estabilidade sustentáveis sejam restabelecidas na região”, afirmou, antes de especificar que o ministro transmitiu ao seu homólogo que Seul “tem mantido uma posição consistente de que deve ser garantida a passagem livre e segura de todos os navios pelo Estreito de Ormuz”.

Nesse sentido, afirmou que as autoridades sul-coreanas “têm participado de forma consistente nos esforços da comunidade internacional para garantir essa passagem”, sem que o ministério tenha confirmado oficialmente se Cho transmitiu a Araqchi o andamento das negociações em curso sobre uma possível mobilização militar.

No entanto, fontes do Ministério das Relações Exteriores citadas pela agência de notícias sul-coreana Yonhap informaram que Cho comunicou ao seu homólogo iraniano que “nenhuma decisão foi tomada sobre um possível destacamento”, depois que a Presidência da Coreia do Sul confirmou a existência do debate, assegurando que não há nenhuma decisão tomada.

Por sua vez, Araqchi publicou um breve comunicado nas redes sociais no qual confirmou a ligação telefônica com Cho para “manter discussões e consultas sobre os últimos acontecimentos regionais”, sem mais especificações sobre o conteúdo dessa conversa.

O governo do Irã já havia alertado na segunda-feira a Coreia do Sul sobre “graves consequências” caso realizasse um envio de tropas ao Oriente Médio, afirmando que isso seria visto como “um apoio direto aos responsáveis pela agressão”, em referência aos Estados Unidos, após as pressões de Washington sobre Seul.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou em agosto ao Pentágono que reduzisse “substancialmente” as manobras com a Coreia do Norte, destacando a “ótima relação” com o líder norte-coreano, Kim Jong Un, e a prioridade militar que representa a guerra no Irã, ao mesmo tempo em que criticou Seul por não apoiar sua ofensiva, ao lado de Israel, contra o país asiático.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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