Jean Marc Ferré/UN Photo/dpa - Arquivo
MADRID 2 jul. (EUROPA PRESS) -
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Qaribabadi, destacou nesta quinta-feira que o estratégico Estreito de Ormuz está “sob comando iraniano” e não do Exército dos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que considerou que a segurança no Oriente Médio é “garantida” com a “retirada” dos Estados Unidos da região.
“O estreito de Ormuz está sob comando iraniano, não do Comando Central do Exército dos Estados Unidos (CENTCOM)”, afirmou o vice-ministro da República Islâmica em uma mensagem publicada nas redes sociais, em alusão a um encontro entre membros do Exército dos Estados Unidos e líderes da Defesa de uma dúzia de países da região do Oriente Médio, realizado nesta quarta-feira no Bahrein.
Defendendo, assim, que “uma reunião militar” no Bahrein “não pode estabelecer a ordem jurídica nem a segurança no Golfo Pérsico”, Qaribabadi considerou que a segurança regional “é garantida com o fim da intervenção e a retirada dos Estados Unidos da região, respeitando a soberania dos Estados e aceitando as novas realidades geopolíticas”.
Horas antes, o CENTCOM divulgou um comunicado informando que seu chefe, o almirante Brad Cooper, havia mantido um diálogo sobre segurança regional com altos comandantes militares do Bahrein, Egito, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Catar, Arábia Saudita, Síria, Emirados Árabes Unidos (EAU) e Iêmen.
Todos eles, precisou o texto, debateram a situação atual da segurança regional e as “oportunidades” para “melhorar” a colaboração em matéria de defesa na região. Além disso, acrescenta o comunicado, eles “ressaltaram seu compromisso comum com a livre circulação do comércio pelo Estreito de Ormuz”.
“Continuamos lado a lado com nossos parceiros regionais”, afirmou Cooper, acrescentando que essas conversas “destacaram” o “compromisso comum com a segurança e a estabilidade regionais”.
Nos últimos meses, as autoridades iranianas têm insistido que o estreito deve ser administrado por Teerã e Mascate, países ribeirinhos, e têm se empenhado em implementar um novo mecanismo, em meio a apelos internacionais por parte de Washington e de outros países para que a situação volte a ser a que existia antes do conflito, incluindo a ausência de possíveis pedágios.
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