PORTAVOCÍA DE EXTERIORES DE IRÁN EN X - Arquivo
MADRID, 12 jul. (EUROPA PRESS) -
O governo iraniano manifestou neste domingo sua rejeição às declarações que se referem a um “conflito militar” no Golfo Pérsico e ressaltou que suas ações não são ataques, mas sim “golpes” contra alvos militares “em legítima defesa”.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqaei, respondeu assim a Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres, que se referia aos “novos confrontos militares no Golfo” e, especificamente, aos “ataques iranianos contra navios no Estreito de Ormuz” e aos “ataques dos Estados Unidos contra o Irã”.
“Senhor porta-voz: esta situação não é um confronto militar, mas a continuação de uma flagrante agressão militar dos Estados Unidos e do regime sionista contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro”, afirmou Baqaei. “Culpar o Irã por se defender de uma agressão é algo irresponsável e injustificado”, ressaltou.
Baqaei ressaltou que “o Irã não atacou em lugar algum”, pois “o Irã atingiu bases militares americanas e alvos localizados na parte sul do Golfo Pérsico” no exercício de seu “direito inerente à legítima defesa, previsto no direito internacional”.
Ele instou, assim, a que se examine por que esses países cedem seu território e suas bases aos Estados Unidos “para preparar ataques contra o Irã” e repreendeu Dujarric por usar o termo “Golfo” para se referir ao Golfo Pérsico. “A forma correta é Golfo Pérsico. Por favor, siga as recomendações da ONU, como as circulares de 18 de agosto de 1994 e de 14 de maio do ano em questão.
Tanto os países árabes do Golfo Pérsico quanto os Estados Unidos costumam usar o termo ‘Golfo’ para se referir ao Golfo Pérsico, o que remete à origem persa da nação iraniana.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático